—Tudo bem,tudo bem, calminha ai que eu já estou descendo, parece que ninguém aqui sabe se divertir, aff vocês não tem senso de humor? são um porre mesmo!
Ela diz claramente frustrada e levemente alcoolizada e eu a respondo
—Bom, como você acho que ninguém mesmo
—Acho que todos aqui estão precisando é de mais álcool no sangue
—E você tem idade pra beber?
—De novinha só tenho a cara
—Bom e eu finjo que acredito
—E oque você está fazendo aqui? Da pra ver claramente que esse ambiente não é pra você
—Nossa, pareço tão velho assim?
Falo a gozando colocando a mão sobre o peito e fazendo careta como se tivesse levado um tiro
—Não, mas suas roupas te entregam, quem vem de terno pra balada?
—Alguém que está procurando outro alguém
—E quem seria?
—Deixa pra lá...
Digo virando a dose de whisk que desce queimando amargamente pela minha garganta e me sinto pronto para ir embora, até que ela puxa meu braço e eu inevitavelmente me arrepio inteiro
—Ei ei ei, aonde pensa que vai gato misterioso? Temos a noite inteira ainda pela frente
—Me Solta garota, é sério, preciso ir embora, foi um erro vir até aqui
—Ah não diga isso, assim você me ofende
Ela diz com carinha de gatinha manhosa e eu permaneço em silêncio
—Olha faz o seguinte, mais 3 doses e eu te deixo ir embora
Ela diz mordendo os lábios fatalmente e eu não consigo dizer não, p***a oque tá acontecendo comigo?
...
Depois da segunda dose nós dois já estávamos bem mais soltos do que o normal, até dançar ela me fez, oque claramente nunca ocorreria se eu estivesse no meu juízo normal, mas ver ela dançando olhando pra mim, aquilo era hipnotizante pra c*****o, ela me atrai de um jeito quase inexplicável
—Vai me falar porque está aqui sozinha?
—Fui abandonada por um amigo
—Não acredito que alguém foi capaz de te abandonar
—Culpa do papai controlador e paranóico dele, ahhh, nem conheço esse velho mas já o acho insuportável
Ela diz revirando levemente os olhos e eu não consigo conter uma risada
—Não diga isso dos velhos, me sinto até ofendido!
Digo dando uma risada e ela responde na mesma sintonia
—Ah mas você não é velho, te dou 35 no máximo, e se me permite dizer, você está muito bem
Ela diz com um sorriso malicioso
—38, mas foi quase
—Olha,aqui tá legal, mas eu tive uma ideia melhor, vem comigo
Ela puxa meu braço novamente e eu volto a me arrepiar, me guia até o banheiro feminino, e eu já começo a desconfiar da sua atitude
—Olha, não sei se me interpretou m*l, mas, eu não sou do tipo que transa em banheiros de baladas
—Acha mesmo que te trouxe aqui para t*****r?calma aí gato, sou louca mas nem tanto, me dá seu braço
Mesmo desconfiado estico o meu braço
Então ela saca um marca textos verde da sua bolsa e começa a pintar minha pulseira da balada que era branca
—Oque você está fazendo?
—Hoje, vamos curtir como Reis, e pra isso, temos que entrar na área vip
Ela termina a frase determinada, e depois de pintar minha pulseira pinta a dela
—Você é mesmo maluca, mas olha, não precisa fazer isso, se quer tanto ir pra lá, posso pagar as pulseiras.
Nem eu mesmo acredito que disse aquilo
—Mas qual seria a graça gato misterioso? Assim tão fácil, não é tão divertido, você não acha?
Ela continua rindo guarda o marca textos de volta na bolsa quando termina de pintar as pulseiras e então saímos de lá em direção a área vip
Era impossível não se contagiar com a sua energia quando me dei por mim, já estava envolvido, essa garota é magnética, tem algo nela que não consigo explicar
Sem muita dificuldade conseguimos entrar na área vip que estava praticamente vazia, e a música não era tão alta, oque fazia o ambiente em si ser bem mais agradável, e então eu digo olhando em seus olhos
—Disse 3 doses, só mais uma e eu vou embora
—Você também já quer me abandonar? Vejo que hoje não é o meu dia de sorte, logo quando estamos na área vip e as bebidas são todas liberadas
Ela diz com carinha triste
—Tecnicamente não pagamos por nada disso, somos intrusos
—Ah é? E qual foi a última vez que você fez uma loucura na sua vida?
Ela diz com o rosto quase colado no meu, e eu consigo sentir seu hálito quente, que me arrepia a nuca, seu olhar penetrante está junto ao meu, e eu sinto uma enorme vontade de beija-la
—Acho que essa é minha primeira loucura depois de muito, muito tempo, a verdade é que não tenho mais idade pra isso
—A idade é só um número, o que importa é morrer sem arrependimentos do que poderia ter feito e não fez
tento fugir, para escapar antes que seja tarde demais, mas a atração entre nós é avassaladora, impossível de ignorar. Ela me olha com uma intensidade que faz meu sangue ferver. O desejo dela, tão evidente, é um convite para o perigo.
— Não é tão simples... — tento argumentar, mas a voz sai fraca, sem convicção.
— Sim, é — ela sussurra, aproximando os lábios dos meus, a tentação novamente à flor da pele. — Nada precisa ser complicado se a gente não quiser.
Ela beija meu pescoço, lentamente, subindo até o meu queixo. Cada toque, cada movimento de sua boca em minha pele é uma tortura deliciosa. Eu fecho os olhos, tentando me afastar, mas minhas mãos, teimosas, continuam segurando-a firme pela cintura, como se tivessem vontade própria.
— Para... — peço, quase sem fôlego, mas não há firmeza na minha voz. Ela sorri contra minha pele, percebendo a fraqueza em minha resistência.
— Você não quer que eu pare. — Ela continua a provocar, a mão escorregando por dentro da minha calça, até encontrar meu m****o rígido, que responde instantaneamente ao seu toque. Solto um gemido baixo, involuntário, e ela sorri, vitoriosa. — Você me quer tanto quanto eu te quero.
E ela está certa. Por mais que eu tente racionalizar, por mais que eu saiba o quanto isso é arriscado, o desejo me consome. O mundo ao nosso redor se dissolve, deixando apenas nós dois, envolvidos em um turbilhão de sensações.
— Fodasse... — murmuro, finalmente dando um ultimo gole no meu wisky e cedendo ao que, no fundo, eu já sabia que era inevitável. Meu corpo se move por conta própria, pressionando-a contra a parede com força. Beijo-a com uma urgência que não posso mais conter, as mãos explorando seu corpo, sentindo cada curva, cada detalhe que me deixa ainda mais louco por ela.
Ela geme contra minha boca, e esse som é o suficiente para que qualquer resquício de dúvida se dissipe. Eu a quero. Agora. E nada mais importa.
Desço minhas mãos pelo seu corpo, levantando o vestido enquanto a encosto mais firme contra a parede. Ela se contorce de prazer, seus dedos puxando meus cabelos com força, enquanto eu beijo seu pescoço, mordendo suavemente, deixando minha marca. Ela me aperta contra si, como se quisesse me sentir mais perto, mais fundo.
— Você é tão irresistível. Não dá vontade de sair daqui nunca mais — ela sussurra, enquanto seus dedos ágeis abrem os primeiros botões da minha camisa, explorando meu peito com uma carícia que me faz perder o fôlego.
— Eu também não me oporia a isso. Você é uma tentação, uma deusa... simplesmente deliciosa.
Volto a beijá-la com ainda mais intensidade, segurando sua cintura com firmeza. Em um movimento ousado, levanto uma de suas pernas até a altura do meu quadril, pressionando-a contra a parede. Meu m****o, já duro, roça contra sua i********e, arrancando-lhe um gemido suave, quase suplicante. Sem hesitar, deslizo minha mão por baixo do vestido, explorando sua i********e, e ela geme de prazer sob meu toque. Está molhada, e meu desejo por ela cresce a cada segundo. Ela retribui, envolvendo meu m****o com a mão, mesmo por cima da cueca, fazendo minha excitação pulsar com uma intensidade quase dolorosa.
— Eu quero você — ela murmura, a voz carregada de desejo.
De repente, a realidade me atinge como um balde de água fria. Respiro fundo e, lutando contra o desejo, a coloco de volta no chão. Seu olhar de desapontamento é como um tapa, deixando claro que ela não entende o motivo da minha hesitação.
— O que foi? Você não gostou? — pergunta, visivelmente confusa.
— Gostar seria pouco. Eu adorei, mas esse não é o problema. Nós não podemos continuar... Isso é errado, muito errado. Você tem idade para ser minha filha.
Ela me encara, os olhos faiscando entre surpresa e desejo reprimido.
— E o que tem de errado nisso? — ela retruca, desafiadora, aproximando-se novamente, sua respiração quente roçando minha pele. — A única coisa que importa aqui é o que nós dois queremos. E eu sei que você me deseja tanto quanto eu te desejo.
Minhas mãos tremem, ainda sentindo o calor do corpo dela. A proximidade é intoxicante, e meu autocontrole é frágil, prestes a se despedaçar. Tento manter a razão, mas a forma como ela se pressiona contra mim, como sua boca entreaberta implora por mais, me faz vacilar.
— Você não entende... — começo, a voz rouca, lutando para manter a clareza de pensamento.
—eu já te disse, idade é só um número, e eu nunca liguei pra isso
—Mas eu ligo, desculpe tenho que ir pra casa
—Vai me deixar aqui assim? Que ótimo, você é um i****a.
Sinto o peso em suas palavras mas não olho pra trás, desço as escadas da área vip,mas ainda consigo ouvir sua voz chorosa, eu a decepcionei, merda, tudo oque eu mais queria era tirá-la dali e f***r com ela a noite toda, meu coração anseia por isso, mas minha mente me coloca com a razão, e a razão é, que ela poderia ser minha filha, e isso é tao errado, eu me sinto péssimo por desejá-la dessa forma, mas é inevitável, p***a, com sorte não a verei nunca mais, o melhor que faço é tentar esquecer isso, e esquecer essa garota, afinal não sei nem qual é o nome dela
não posso pensar nisso agora , preciso ir pra casa e ter uma conversa séria com André, mesmo embriagado entro no meu carro e saio daquele lugar.