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1232 Palavras
Helena: Chegamos ao local e, de fora, já dava para ver o bom trabalho da Zoe, tudo estava muito lindo. Estava nervosa, não parava de chegar pessoas. Entrei em fim com a ajuda do Gean e curtimos minha noite, estava tudo sendo incrível, até que chegou a hora do discurso. — Boa noite para todos. É uma honra ter cada um de vocês aqui conosco, nesse grande evento que parece o primeiro que estou fazendo. É uma alegria infinita e não tenho como descrevê-la. Obrigada por comparecerem e vir conhecer esse novo produto que fala sobre minha vida. […] Depois do discurso, agradeço novamente e voltamos a curtir a festa, que durou horas. — Aonde vamos? — questiono, pois Gean segura minha mão e sai andando, me puxando devagar. — Ali fora. Sorri misterioso. Fomos então para o segundo piso e lá tinha uma porta, que ele abre e saímos para o terraço. Olho ao redor, antes de sair pela porta, e percebi que todos estavam se divertindo e nem notaram nosso sumiço. — O que viemos fazer aqui? — esfrego os braços devido ao vento frio. — Preparei algo para você — o mesmo tira o paletó e põe sobre meus ombros para me esquentar. — Obrigada — sorrio. Ele põe a mão no bolso e tira algo de lá, pega minha mão, a deixando estendida no ar, logo após prende uma pulseira feita de fita, fio colorido e pequenas miçangas de roupa. — Sei que não é nada que está acostumada a usar, não tem ouro, prata, ou pedras preciosas, mas pensei que fosse um presente legal, para uma mulher incrível como você. — Você fez? — meus olhos marejam. — Sim. — Hoje? — Não… fiz já tem dias, na verdade, comecei quando me explicou sobre a recepção. — Para mim? — Sob medida — sorri lindo. Me jogo em seus braços e o abraço forte, choro como criança, pois ninguém nunca se importou em fazer uma pulseira “simples”, porém trabalhosa para mim, não lembro quando alguém se dedicou a algo assim. — Não chora — diz baixo, beijando minha testa. — É que… isso é mais que uma joia, é seu tempo, é seu carinho, é a importância que tenho para você. — Acho que tenho que fazer mais dessas coisas, para se acostumar e saber que merece até mais que isso. — Iria me dar mesmo estando irritado comigo? — Sim, claro, não seria o mesmo, mas te daria, pois fiz para você. — Por que não seria o mesmo? — Porque eu te amo, aprendi a amar. Mas quando estamos com raiva, só pensamos no que nos causou a raiva e esquecemos do carinho que temos pela pessoa. — Quem ama, consegue ter raiva da pessoa amada? — Ama sua mãe? — Sim. — Mas já sentiu raiva dela ou de uma situação que ela fez, causou ou colaborou, certo? — Sim. — O amor não impede você de ter outros sentimentos, mas pode te fazer ter mais carinho, compaixão, misericórdia. Por isso, quem verdadeiramente ama cumpre a lei. — Obrigada — sorri e olho algumas vezes meu pulso. — De nada. Isso é menos que o mínimo comparado a tudo que tem feito por mim. Ponho a mão em seu rosto, levanto os pés e beijo sua boca. Eu não devia, mas estava disposta a me entregar a esse amor. Logo ele começa a beijar meu pescoço, puxar meus cabelos, aperto seus braços com força, estava excitada e tentando me controlar. — Aqui não é lugar. — Pode ir para casa agora? — Se importa de ver se meus pais querem carona? — Claro que não. — Ok, vou falar com eles e a Zoe. — Tá bom. Me viro para sair e ele bate na minha b***a, olho para trás e o mesmo tinha uma expressão de excitação. Saio dali e caminho até minha secretária, que estava ao lado de um homem. — Oi, Zoe. Me aproximo e a cumprimento melhor. — Oi, senhora, estava linda como sempre. — E você foi impecável, cada vez se supera mais, tudo aqui está lindo e perfeito. — Obrigada, senhora — sorri feliz — e deixa eu te apresentar. A mesma envolve seu braço no de um homem de mais ou menos 45–48 anos, tinha alguns fios de cabelo grisalhos e um rosto conhecido. — Helena, esse é meu pai, seu Heitor e pai, essa é minha chefe, dona Helena. — Prazer em conhecer esse grande nome — diz gentil. — Obrigada, é uma grande satisfação conhecê-lo. — Ele ama nossos produtos. — Que bom saber! Fiquem à vontade, tudo está sendo incrível, mas já vou indo. — Como assim? — questiona ela. — Sim… — sorrio constrangida. Ela sorri sapeca, talvez descobriu algo. Me despeço deles e vou até meus pais, que comiam e olhavam minuciosamente para alguns convidados. — Pai, mãe, como estão sendo tratados? — Bem — diz meu pai gentil. — Poderia ser melhor… — Maria! — repreende meu pai. — Você tem péssimos convidados, sem contar que sumiu, nos tratou com desprezo. — Não posso ficar parada aqui, mamãe, preciso cumprimentar meus convidados, fazer algumas coisas, como o discurso, tirar fotos, falar com a imprensa. E esses convidados são meus patrocinadores. Posso ser uma grande empresária, mas não conseguiria chegar até aqui, sem alguém que depositasse confiança e dinheiro em meus projetos, que comprassem aquilo que fabrico… eles são parte de tudo que tenho hoje. — Que lástima — diz com desdém. — Bom, vim mais para saber se querem carona para ir embora. — Queremos — diz meu pai rápido. — Vão ir agora comigo ou querem que meu motorista os leve? — Seu motorista — diz minha mãe sem titubear. — Certo. Depois que ele me levar em casa, retorna para buscar vocês. Beijo-os e os abraço, logo chamo o Gean e fomos caminhando para a saída. — Vou chamar o motorista, tá bom? — Sim. — Me espera aqui — ordena. — Tudo bem — sorri e ele sai apressado. Fico olhando para a rua e sua pouca movimentação, em comparação com o início da festa. Logo olho para trás, por sentir uma presença se aproximando. — Boa noite, Maria Helena — diz Nero, se posicionando ao meu lado. — Boa noite, Nero. Como está? — Bem. — O que achou da noite de hoje? — Tenho que engolir tudo que disse, realmente foi um sucesso sua recepção, gostei do perfume e creio que vão falar só disso. — Fico feliz que tenha vindo. — Claro que fica, eu sou o que mais compra seus produtos. — Sabe que, se não comprar, tem muitos outros que irão, não sabe? — Gosto de seu ego. — Não é ego, é certeza do que faço, do meu potencial e que todos amam Farzar Company. — Ouvi rumores de que está namorando. — O que quer saber? — Viro para o mesmo. — Se é verdade. O mesmo era muito alto, seus cabelos negros com uma mecha na frente branca realizavam-se como se estivessem cheios de gel com glitter, seu terno e sapatos eram sempre impecáveis e talvez por isso era tão altivo e egocêntrico. — Sim, é. — Preferiu um garoto do subúrbio a mim? — diz indignado. — O quê? — meus olhos estavam arregalados.
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