Equilíbrio

833 Palavras
As primeiras horas do treinamento geraram uma pequena desvantagem para Ana, pois ela ainda estava pegando a prática com o novo equipamento. Achava ele mais leve e mais prático, porém a forma de se equilibrar com ele era um pouco diferente da de antes, o que lhe custou algumas pequenas falhas durante o percurso. Apesar das primeiras falhas, Ana não demorou muito pra pegar o jeito, afinal ela sempre foi uma mulher formidável em questões de práticas de luta e mobilidade. Pulando entre as árvores e acertando os alvos que eram colocados para simular titãs, ela fez ótimos pontos durante aquele começo de tarde. Durante seu percurso na floresta, Ana notou que Alan mantinha uma certa distância, mas a um ponto exato para que ela não saísse de sua visão, pois ele disse que ficaria por perto caso algo acontecesse com ela pelo fato dela estar a muito tempo sem treinar e não conhecer o novo dispositivo Ana, por sua personalidade forte, ficou meio perturbada com o fato de parecer que ele não confiava nas habilidades que ela tinha, mas o fato de saber que conhecendo o Alan ele não faria isso por duvidar de suas habilidades, mas sim por uma forma genuína de preocupação com qualquer coisa que pudesse acontecer com ela Horas se passaram e quando viu que já estava praticamente na hora do treinamento acabar, Ana começou a voltar em direção ao começo da floresta, onde eles finalizavam o treinamento. Quando Ana estava próximo a chegar, em sua descida de uma árvore até o solo, ela sentiu uma forte dor se alastrando em sua panturrilha, formando um nó que aumentou pegando quase toda sua perna esquerda, fazendo-a sentir uma dor terrível Então ela parou no solo, e Alan que viu que havia algo errado, desceu ao lado dela. - O que houve? - Perguntou, se abaixando para olhar a perna de Ana o qual ela estava massageando com uma cara retraída pela dor - Uma droga de câimbra, eu acho. Pelo fato de eu ter ficado tanto tempo presa, imóvel, e não ter feito alongamentos necessários para esse treinamento, minhas pernas não estavam prontas pra aguentar algo assim. - Deixe me ajudar com isso, sei de uma massagem que aliviará a tensão muscular. Pode se sentar? Ana relutou por alguns segundos, mas sua dor estava tão desconfortável que ela cedeu. Sentou- se na grama de maneira que suas pernas ficaram esticadas. Alan então abaixou-se na frente dela, pegou a perna dolorida em questão e começou a passar suas mãos ao redor de sua panturrilha, em movimentos circulares, o que trazia um relaxamento ao músculo, aliviando a dor. Enquanto ele fazia isso, Ana começou a observar em Alan o quanto ele havia mudado em algumas coisas desde que ela o vira pela última vez dois anos atrás. Seu cabelo, dessa vez mais curto, dava um aspecto mais maduro à ele. Notou também que ele deveria ter treinado mais, pois estava com os ombros mais largos desde a última vez que o vira, e pareciam mais fortes. Suas mãos, que estavam agora massageando sua pernas, eram mãos bem firmes e maiores do que ela imaginava Está melhor?- Ele perguntou, finalmente olhando diretamente para os olhos dela. - Aliviou bastante, mas ainda vou ter um pouco de dificuldade com essa perna, talvez eu não consiga andar a cavalo hoje a noite. -Não se preocupe com isso, darei um jeito. Apenas vá para seu dormitório pegar o que for necessário pra passar a noite em uma das bases da polícia militar. Leve algo reserva para o caso de precisarmos ficar mais de um dia lá. Então os dois voltaram para seus respectivos dormitórios, Ana tomou um banho rápido, arrumou uma pequena bolsa com com coisas que ela poderia precisar mais tarde e partiu em direção ao local que Alan havia combinado de encontrá-la. Já estava a poucas horas de anoitecer, quando Ana chegou à porta de um dos estábulos. Alan estava saindo com um um dos cavalos, puxando ele na direção em que Annie estava. - E qual era o seu plano? Eu lhe disse que não conseguiria montar pelas minhas pernas, não conseguirei montar e posso perder o equilíbrio durante o percurso. - É por isso que você irá usar o meu cavalo - Respondeu prontamente Alan - E qual a diferença? - Ana perguntou com as sobrancelhas arqueadas - A diferença, Ana é que você vai comigo. Darei o equilíbrio necessário a você enquanto você estiver sentada na minha frente - Respondeu ele, enquanto pegava na cintura de Ana e erguia ela, colocando-a em cima do cavalo. Logo em seguida ele subiu, se colocando atrás dela. Seus braços passaram ao lado dela até às rédeas do cavalo, fazendo o corpo dele ficar bem próximo do dela. A proximidade era tanta que ela ficou instantaneamente corada. -Agora que está tudo pronto, vamos seguir com nosso missão - Disse Alan, enquanto guiava o cavalo em direção ao posto militar, onde iriam passar a noite.
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