Can e Samia reúne todos os funcionários da agência "Gübre Fikir", para um comunicado inesperado)
- Günaydin (bom dia). Como todos sabem a agência "Gübre Fikir", pertenceu ao meu pai, por 40 anos. Ela tinha sido aberta por Samia e vocês, no intuito de me fazer voltar a memória.
- Memória essa que já voltou, nós já temos certeza
Samia dá um t**a em Ceyhu.
- Todos estão na sala de reuniões como pedi, Derya?
- Sim Can. Mas o que fazemos hoje aqui? Você reuniu a todos para uma despedida?
- Vamos ter uma festa?
- Sim Ceyhu e após a festa, reabrirmos a agência.
- Não estou entendendo...
- Can já vai explicar Derya.
Diz Samia com um sorriso.
- Eu mudei de idéia Derya. Samia e eu, nós nos casamos em breve. Já que vou ser chefe de família agora, preciso ter além de residência fixa, um trabalho. Por isso, comunico a vocês que... Agência "Gübre Fikir" está voltando ao mercado, com a mesma qualidade e prestígio de antes.
Todos felizes gritam e Mumu explode confetes.
- Tem certeza Samia? A agência não vai ser mais fechada?
- Não Derya, não vai fechar mais.
- Fiquem todos tranquilos, pois pretendo seguir os passos, de meu pai Aziz e levar a agência, por mais uns 40 anos.
Todos aplaudem felizes, Can beija Samia, Ceyhu liga o som e todos dançam em comemoração.
Na casa de Nacit e Merve o papo corre solto, entre muitas risadas.
- Alah, Alah... Ainda bem que vocês não se desfizeram da casa aqui do bairro.
- Vocês pretendem ficar nela, não pretendem?
- Ayla me convenceu, a passarmos uma temporada aqui no bairro.
- Ozan vai filmar uma novela aqui em Istambul.
Merve e Ebru ficam contentes.
- Também, nós só conseguimos vender o açougue, mas a casa ainda não apareceu comprador.
- Aparecer, apareceu... Mas voltou atrás, aí resolvemos deixar a casa fechada, já que não tínhamos tempo, de vir aqui e logo começariam minhas filmagens.
- Fiquei muito feliz, quando soube que veria, todos vocês de novo.
Merve abraça-a Ayla.
- Morri de saudades de vocês, do bairro, da Samia... Até do Mumu.
Todos riem quando Ayla fala de seu amigo Mumu.
- Você superou filho?
- O senhor diz o sentimento por Lale?
- Sim... Você a esqueceu?
- O que eu sentia por Lale, era algo puro de infância...mas já passou.
- Já passou né irmão? Ozan agora está namorando Beyza, que significa "muito branca". Ela conseguiu ser mais branca que Lale "rainha da neve".
Todos riem.
Na agência, Can e Samia vão almoçar.
- Vem Samia, vamos almoçar.
Dão as mãos e caminham.
- Estou morrendo de fome.
Samia fala meiga, fazendo biquinho.
- Então vamos, antes que eu coma esse biquinho lindo!
Can aperta o biquinho com a mão.
- Ai Can.
Ele dá beijinhos.
- Já podemos almoçar Emin?
- Estou esperando Lale. Pronto chegou. Vamos amor?
Lale chega à sala.
- Vamos. Só fui pegar essa pasta de documentos, mas podemos ir.
Lale pega o casaco e a bolsa e saem.
Ceyhu vem correndo pela agência.
- Samia adivinha quem voltou?
- Estamos indo almoçar Ceyhu, depois você me conta.
Samia continua andando.
- Ayla voltou... Ozan também.
Os quatro param ao mesmo tempo.
- Ayla e Ozan?
- Como você sabe disso Ceyhu?
Pergunta Emin num tom preocupado
- Ayla me ligou, ela está com Ozan na casa dos pais de Samia e de Lale também.
Can, com o cabo dos óculos na boca, olha para Samia, já Emin, põe a mão na cintura e olha pra Lale.
Ozan para m***r a saudade, passa pelas ruas do bairro cumprimentando os antigos vizinhos.
- Como vai Ozan?
Pergunta Sr.Hilal o nome proprietário do açougue.
- Bem Sr. Hilal. Como vão as coisas no açougue?
- Passei por um período difícil, esse ano que passou.
- Mesmo?
- A carne subiu absurdamente e as pessoas estavam preferindo comer aves e peixes.
- Passei por isso várias vêzes. Mas sempre elas a comer carne outra vez, Sr. Hilal.
- Evet. foi o que aconteceu. Mas me diga você está voltando aqui pro Distrito?
- Evet. Vim a trabalho e pretendo ficar uns tempo.
- Não vai querer me comprar o açougue de volta, não é mesmo?
Ozan sorri e n**a com a cabeça.
- Certamente que não.
- Graças a Alah!
Sr. Hilal estende as mãos para o céu em forma de agradecimento.
Ozan sorri e Sra. Ebru chama-o.
- Ozan , Ozan.
- Prove esse tulumba. Está fresquinho, acabei de fazer.
Tulumba lembra bastante o churros, mas na verdade esse doce é feito com massa de farinha de trigo não levedada que, em formato de bolinhas, são fritas e ensopadas no xarope.
- Dá água na boca, não?
- Que delícia tia Ebru.
- Lembrei que sempre fazia pra você e sua irmã.
Ozan sorri.
- Evet. Lembro que sempre fugíamos para sua casa para comermos tulumba, assim que o cheiro do doce nos alcançava.
- Ayla não deixava que sobrasse um no prato.
Ozan e Ebru caem na gargalhada ao lembrar de Ayla.
- Minha irmã sempre foi muito gulosa.
- Eu amava que fosse, porque sempre gostei de uma segunda opinião nas comidas que fazia e tendo Ayla por perto tudo ficava mais fácil.
Em casa Ayla sorri ao olhar a casa, que tanto sentiu saudades nesses quase dois anos, que esteve fora.
Era muito bom estar de volta pensou Ayla, que já não suportava mais tanta saudades de casa e dos amigos que havia deixado no Distrito.
- Alô Ceyhu?
- Ayla.
- Podemos nos ver mais tarde na Costa.
- Evet. Mais tarde te encontro na Costa então.
- E o Mumu?
- Falarei com ele. Assim que chegar.
- Estou morrendo de saudades de todos.
- Todos já sabem que você e Ozan voltaram.
- E Samia?
- Saiu para almoçar com Can, Lale e Emin.
- Mais tarde falo com ela então. Gule Ceyhu. (Tchau Ceyhu)