Doni narrando capítulo 121 Sentei na poltrona com minha princesa no peito, sentindo a respiração dela no meu pescoço. Três quilo só… mas o peso de ter ela nos braço é maior que segurar a responsa da Grota inteira. É um bagulho que não aperta, tá ligado? Acalma. Me dá um sentido que eu nem sabia que tava faltando. Aqui dentro de casa, eu viro outro cara. O pai , o homem de verdade. O que dá risada à toa, o que fala manso, o que esquece por uns minuto que o mundo lá fora é só sangue, inveja e falsidade. Mas quando eu boto o pé na rua… é outra história. A mesma neurose de sempre, o mesmo olhar frio. Rua é rua, irmão. Tem que tá na atividade o tempo todo. Lá fora eu tenho que ser o Doni que impõe respeito, o que ninguém peita, oque todos abaixa a cabeça quando eu passo. Saio já pensando

