Narrado por Lucas O dia tinha começado como qualquer outro. Acordei reclamando da vida, implorando por mais cinco minutos na cama e tentando convencer minha mãe de que segunda-feira devia ser feriado mundial. Ela, é claro, ignorou meus argumentos com aquele jeito firme e cheio de carinho que só ela tem. Depois de me arrastar até o banheiro e tomar um banho rápido, vesti o uniforme da escola e joguei o moletom por cima. Ainda estava sonolento quando Christian apareceu na cozinha com um copo de vitamina e um sorriso cansado. — Dormiu tarde de novo, campeão? — Não foi culpa minha — resmunguei. Ele riu, me deu um tapinha no ombro e deixou um beijo estalado no topo da minha cabeça. Às vezes, acho que ele acha que eu ainda tenho cinco anos. Mas, mesmo fingindo que acho isso chato, no fundo

