Narrado por Anastácia Se alguém tivesse me contado, lá atrás, quando tudo em mim era dor e silêncio, que eu chegaria até aqui… eu teria rido. Ou chorado. Ou simplesmente virado o rosto, porque acreditar teria doído demais. Mas hoje, sentada na varanda da casa de campo que construímos com tanto carinho, assistindo Lucas e Yasmin rirem entre abraços e falando do casamento, eu só consigo sorrir. Meu filho. Meu menino. O garotinho que me arrancaram com nove meses de vida, sem nem me darem chance de ser sua mãe. Eu lembro de tudo. Das paredes brancas do hospital psiquiátrico onde me enfiaram à força. Dos remédios que me entorpeciam. Das vezes que tentei dizer que meu bebê estava vivo e me disseram que era só um delírio. Meu pai... minha irmã. Pessoas que deveriam me proteger. Me acolher
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