Capitulo12

752 Palavras

Ayala O vento cortava meu rosto enquanto a moto rasgava as ruas. Minhas lágrimas escorriam em alta velocidade, se misturando com a poeira da estrada. Eu me sentia anestesiada por dentro, completamente perdida nos meus pensamentos. Era como se minha mente tivesse se desligado da realidade, como se meu corpo estivesse em piloto automático. Augusto sempre foi um cavalheiro comigo, nunca me tocou de forma indevida, sempre dizendo que era por causa da sua religião. Droga! Como eu fui tão burra? Como aceitei tanta coisa em troca de migalhas? Eu queria me encolher, sumir, desaparecer. O vestido de noiva esvoaçava ao vento, ridículo, sujo de poeira. Eu sentia um nojo indescritível. Nojo de mim mesma, nojo de cada momento que passei ao lado daquele homem, nojo de já ter beijado aquele desgraçado

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