Kill Tava eu sentado no bar da Gardênia Azul, perto do beco onde guardamos nossos carros, de cara fechada e cabeça quente. Tinha tomado um prejuízo de duzentos mil por causa do Leandrinho, que se deixou pegar na avenida das Américas com uma carga de coca. O ódio me corroía por dentro, mas ficar reclamando não resolveria nada. Precisava de dinheiro, e precisava rápido. Olhei pros meus homens — Marreco, Lequinho, Pedrinho e mais dois que vivem comigo pra cima e pra baixo. Todos tinham a mesma expressão de insatisfação. Perder 200k é punk, e a gente não podia ficar no buraco. — Vamos ter que agir. Alguém sugere alguma coisa? — perguntei, quebrando o silêncio. Marreco, que tava encostado na parede, coçando a barba rala, levantou o olhar. — Chefia, tem um boato de um caminhão de televisões

