Desliguei antes que ele perguntasse mais. O pensamento de vê-lo em choque me divertiu. Gostava de olhar nos olhos dessas famílias ricas quando perdem alguém. Eles encaram a realidade do submundo como se fosse ficção, mas quando a porrada cai na cabeça deles, percebem que dinheiro não compra tudo. Umas duas horas depois, o Antonio apareceu. Velho metido, cara de quem sempre se considerou superior. Entrou na base com a expressão preocupada, mas tentando não demonstrar medo. Cumprimentei de longe, mandei que me seguisse até um canto afastado, onde tinha deixado a caixa num freezer improvisado. — Que p***a de surpresa é essa, Tubarão? — ele soltou, impaciente, tentando manter a pose. — Relaxa, tiozão. — falei, abrindo o freezer e tirando a caixa. — Lembra do teu filhinho, o Augusto? O rost

