Eu nunca tinha saído assim pra me divertir de verdade. Sempre tive que trabalhar, contar cada centavo, me preocupar com o Cesinha e seu apetite insaciável por dinheiro. Mas agora? As coisas mudaram. E foi assim que, numa sexta-feira de manhã, eu e Natalina pegamos o carro (tudo pago pelo Adão, claro) e seguimos rumo a um resort. Pra mim, isso era coisa de novela. A estrada parecia infinita, mas Natalina me fazia rir o caminho todo com suas histórias sobre Marreco e o bebê que eles esperavam. Eu ficava olhando a paisagem, ainda sem acreditar que íamos passar o fim de semana em um lugar cheio de luxo, sem precisar esquentar a cabeça. Na chegada, quase me emocionei: uma recepção enorme, cheia de flores, funcionários sorrindo, me chamando pelo nome. Nunca pensei que passaria por algo assim.

