Gabriela narrando Já era por volta das quatro da manhã quando meus pés começaram a reclamar de verdade. Aquela dorzinha chata, pulsando, avisando que o corpo tinha chegado no limite. Encostei no Morte, chamei ele mais pra perto e, sem cerimônia nenhuma, sentei no colo dele. — Tô cansada… será que a gente já pode ir? — falei baixinho. Ele sorriu daquele jeito preguiçoso, bom de ver, segurou meu rosto com as duas mãos e me beijou com calma, sem pressa nenhuma, como se o mundo não tivesse mais ninguém além da gente. — Claro que sim, minha vida. Bora lá. Levantei do colo dele enquanto ele se despedia do Leozinho e do Cobra, falando umas coisas que eu nem prestei atenção direito. Aproveitei pra ir atrás da Maya e da Isabela. Abracei as duas, rimos um pouco, combinamos de nos falar depois.

