Walter narrando O silêncio que caiu na sala depois da minha fala foi pesado. Denso. Daqueles que esmagam o peito. O capitão me encarava como quem mede um homem antes de decidir se ele ainda serve pra alguma coisa… ou se já virou um problema. — Essa é a sua última chance, Walter — ele disse, finalmente. A voz baixa, controlada demais. — A última. Se você falhar, não vai ter proteção, não vai ter pano quente, não vai ter patente pra te salvar. Você entende o que isso significa? Eu entendi. Claro que entendi. Significava que eu estava na beira do abismo, com um pé já no ar. — Eu não vou falhar Capitão — respondi, firme. — Me dá o aval e eu te entrego o Morte, de brinde a Gabriela. Ele me observou mais alguns segundos, como se tentasse enxergar além da farda, além das palavras. Depois vir

