capitulo 156

1223 Palavras

Gabriela narrando Quando eu e o Morte chegamos no baile, a primeira coisa que me acertou foi o som. A batida forte atravessando o corpo, vibrando no peito, fazendo o chão parecer vivo. O lugar já tava completamente lotado, gente pra todo lado, luz piscando, fumaça no ar, cheiro de bebida misturado com perfume barato, macønha e alegria exagerada. Os vapores abriram espaço assim que reconheceram ele. Foi automático. Um encostava no outro, avisando, puxando gente pro lado, criando um corredor no meio da multidão pra gente passar. Eu caminhei colada nele, sentindo a mão firme dele na minha cintura, me guiando sem precisar dizer nada. Aquela proteção silenciosa que ele faz parecer natural. Subimos direto pro camarote. Lá em cima, o clima era outro. Ainda barulhento, ainda intenso, mas com m

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