General;
Encarei ela abrindo a porta toda quietinha, fechou com cuidado e virou. Ficou branca de tão assustada quando me viu.
Triz: Misericórdia. - gargalhou colocando duas sacolas no sofá.
General: Tu tava aonde e com quem? - levantei e ela fez uma cara estranha pra c*****o.
Triz: Tava só comprando umas coisas. - sentou no sofá.
General: Tu tá me achando com cara de o****o? Tu toma cuidado em p***a, tô só te palmeando.
Nem olhou mais na minha cara. Mentirosa do c*****o.
Triz: Tá fazendo bolo? - neguei - Cheiro bom, de bolo de chocolate muito bem feito.
General: Eu tô com cara de cozinheiro? Querendo mudar de assunto aí, tá com medo, Beatriz?
Ela riu me olhando.
Triz: De você? - apontou rindo. - Nem um pouco, você é tão fofo poxa. A coisa mais linda.
General: Tu comprou o que? - ela riu mexendo nas sacolas.
Triz: Acho maravilhoso o jeito como você muda de assunto, quando te elogio. - balançei a cabeça e ela jogou um bagulho de pano.
Estiquei na minha mão e analisei o short, bagulho de cetim.
General: Tenho que ver no corpo, coloca aí. - joguei de volta.
Triz: Depois do meu banho, mas agora é sério. Quem é que tá fazendo bolo? - perguntou esticando os braços.
General: Tua mãe. - dei de ombros e a tonga saiu correndo, observei negando. - Vai cair p***a, não corre.
Me ignorou pra c*****o. Fui com calma lá na cozinha, cheguei lá e as duas se abraçando. A mãe dela é bonita e nem velha é, pra começar.
Iguais pô, só que a criança é mais bronzeada.
Triz: Chegou e nem me falou. - sentou na cadeira.
Cíntia: Eu quem diga, tá morando com esse macho por que? - cruzou os braços - E é bom me responder.
Só pela cara dela, já vi que ia dar caô.
General: Nós tá morando juntos, sogrinha. Casamento tá quase aí e tu nem tchum.
Triz: Samuelson, isso é coisa que se diz do nada? - quase gritando essa p***a.
Cíntia: Casamento? O que tá acontecendo? - balançei a cabeça e encarei a criança.
General: Se vira aí, explica os bagulhos certinhos pra ela. - ri baixo - Vou cortar esse bolo em.
Maior larica, fome pra c*****o.
Enquanto isso, as duas começaram a discutir. Bagulho tá ficando feio e eu só observando, ouvindo.
Cíntia: Beatriz? Cadê a tua noção p***a? Tu sabe muito bem aonde isso vai dar, grávida e jogada para escanteio.
General: Grávida não, sou responsável ainda. - bufei - E pô, para de show aí. A mina tá vivendo a vida dela, deu r**m pra tu eu sei. Mas não quer dizer que vai dar pra ela.
Cíntia: Responsável ou não, é igual a todos! Vocês estão enfiando uma criança, dentro do tráfico. Cadê a noção de vocês?! - gritou - E você filha, esqueceu de tudo que eu passei por causa do seu pai? Eles todos são iguais, bandidos, m*l caráter, eles não estão nem aí pra você. Tão te usando, só isso.
Olha o papo dessa otária.
General: Mete o pé vai p***a, quero tu aqui dentro da minha casa não. Vai p***a.
Levantei bolado e doido pra tirar essa mulher daqui.
Triz: Parado aí. - entrou na minha frente - Ela tem perna Samuelson, parou.
Bufei e voltei pro meu canto. As duas foram saindo e demorou abeça pra criança voltar.
Triz: Qual é a p***a do teu problema Riquelme? - outra que não consegue falar, só gritar.
General: Não grita p***a, a menina tá dormindo. Se tu aguenta tua mãe falando um monte de coisa, problema é teu. Na minha casa ela não vem dar show.
Cortei o bolo do meu jeito. O bagulho é comer de qualquer maneira.
Triz: Quero ver com quem que você vai casar desse jeito. Comigo não vai. - saiu gritando.
General: Quer um suquinho de maracujá criança? Tá toda revoltada. - gritei de volta.
Legal demais irritar ela, fica toda revoltada.
...
NÃO REVISADO.