Beatriz;
Triz: Não é querendo ser chata, mas você tá com algum problema? - a mulher do T3 riu.
Amanda: Tô olhando de mais né, mas é que sei lá.. O seu jeito é totalmente igual do seu pai.
Neguei rindo. Mulher estranha.
Amanda: Quantos anos você tem? Dezesseis? - Perguntou curiosa.
Triz: Quase, eu tenho quinze por enquanto. - ela sorriu - Essa reunião demora muito?
Amanda: Provavelmente sim, já conheceu meu filho? General. - neguei. - Pois devia conhecer. Vai voltar para casa do VN hoje?
Encarei sem entender mas concordei.
Amanda: Devia vir com a gente, pro Vidigal. - riu de leve. - Como sua mãe vai, em?
Triz: Hoje? - ela concordou. - Ela tá bem. Pelo jeito todo mundo conhece minha mãe..
Amanda: Pode levar a Letícia também. Ah sim, eu já fui muito amiga da sua mãe mas perdi o contato.. Saudades dela.
Triz: Minha sempre disse que não conhecia ninguém daqui. - ela me observou perdida.
Amanda: Deve ter sido por causa de uma briga b***a nossa. Mas enfim, você namora?
Triz: Entendi.. Não, ainda não encontrei alguém digno para tomar conta disso tudo. - Apontei para mim mesma.
Amanda: Mais um motivo pra conhecer meu filho. Ele é alguns anos mais velho, mas é lindo. - Fez um gesto. - Curte macho branco?
Dei de ombros e balancei minha cabeça.
Triz: Depende, tem uns tão feios que chega da uma dó! Mas alguns até que salvam.
Amanda: General é lindo, tem o olho claro e o cabelo escuro. E você também é muito linda. Dizem por aí que o olho puxado é o que acaba com o coração deles.
Essa mulher tá bem desesperada em, credo.
Triz: Tá querendo muito alguém pra chamar de nora, né? - ela sorriu. - Acho que a gente pode tentar negociar.
Sou meio tonga, mas burra não.
Amanda: A gente pode chegar a um acordo. Meu filho é uma pessoa totalmente ignorante, escroto as vezes e bem difícil de lidar.
Triz: Cinquenta mil considerando todos esses defeitos. - ela concordou e os olhos brilharam. - Sério?
Amanda: Fechamos em setenta e cinco mil, pelo trabalho totalmente completo.
Triz: Fechado, nem precisa contar o resto - tomei um gole do refrigerante - Tô amando essa viajem.
Amanda: E se ele quiser casar? - encarei ela e fiz careta.
Triz: Vocês pagam a festa e tals. - dei risada brincando - Um passo de cada vez, sogrinha.
Amanda: Filhos? - neguei. - Coloco em jogo pelo menos cinquenta mil por cada neto.
Gente do céu! Ele tá realmente falando sério, que porra.. Eu nunca quis tanto ser mãe na minha vida. Vou logo dar uma creche pra essa mulher, dinheiro pra criar não vai faltar.
Triz: Você vai me deixar rica. - ela riu - Pera aí, seu filho é lindo mesmo? Não é possível, você estar me oferecendo tanto dinheiro.
Amanda: Chama sua irmã, eu vou antes do meu marido para casa. General, deve estar por lá a essa hora.
Demorei um pouco para assimilar que a proposta dela é real, pensei e repensei, mil vezes. Levantei respirando fundo e procurei pela Letícia.
Triz: Conhece algum General? Filho do T3? - ela se assustou enfiando o chocolate na boca.
Letícia: Conheço. - riu. - Tá interessada naquele monte de bosta? Eu pareço meio tonga, eu sei. Mas aquele lá, não vale um centavo.
Triz: Não mesmo. Tá valendo muito mais.. - dei risada refletindo. - Amanda chamou a gente para dormir lá.
Letícia: Tá aprontando o que? - puxei ela.
Triz: Se você ir comigo, amanhã de manhã eu te conto tudo. - ela concordou.
Letícia: Aí tô curiosa, bora então. Depois mando mensagem pro meu pai. - colocou a mão na boca. - Nosso, desculpa.
Triz: Relaxa garota. A mãe dele me fez uma proposta totalmente irrecusável. - Apontei rindo desacreditada.
Letícia: Tem que ser mesmo, aturar aquele homem é difícil. Nem ela atura..
Dei risada e a gente foi indo atrás da Amanda. Aliás, amei essa mulher. A sogra perfeita!
Porém, eu não sou completamente b***a. Tem algo bem errado no meio disso tudo, não é possível ela estar me oferecendo todo esse dinheiro para tentar ter algo com o filho dela.