Um mês passou. Não rápido o suficiente para apagar o que doía. Nem lento demais para impedir que as coisas mudassem. A casa deixou de ser apenas paredes vazias e começou a ganhar sinais de vida. A pintura clara escolhida por Sophie ainda cheirava a novo. As prateleiras foram instaladas onde ela insistiu que caberiam livros demais para alguém que dizia não ter tempo para ler. O quarto menor continuava vazio, mas já não parecia esquecido, apenas aguardava. Embaixo, a antiga loja foi se transformando aos poucos no consultório. Nicholas acompanhou cada etapa como quem finalmente reconhece o próprio lugar no mundo. Bancada, armários, mesa de atendimento. Sophie esteve presente em todas as escolhas: a posição da janela, a cor das paredes, o sofá simples da recepção. Trabalhavam lado a lado,

