Edmund foi o primeiro a se levantar. Não houve aquele gesto automático de "vamos tomar café", nem a formalidade de sempre. Apenas empurrou a cadeira para trás com cuidado, como se qualquer ruído mais alto pudesse quebrar algo que já estava por um fio. — O café já deve estar servido. — disse. Não era um convite. Era logística. Elias foi o segundo a se mexer. Levantou devagar, alisando a frente da camisa como aprendera a fazer nas aulas, um hábito recente demais para ser natural. Nicholas percebeu. Percebia tudo agora. Caminharam pelos corredores em silêncio. O castelo, que naquela mesma semana ainda tinha sido palco de risadas do menino contando sobre aulas e professores, parecia outro. Servos passavam com passos contidos demais. Ninguém perguntava nada. Ninguém dizia nada. Mas todos

