Dias depois, a casa estava quieta demais para aquela hora. A luz do corredor permanecia acesa, fraca, criando sombras longas no chão. Nicholas parou diante da porta do quarto das crianças por alguns segundos antes de bater. Não forte. Não brusco. Um toque leve, quase hesitante. — Elias? Silêncio. Ele empurrou a porta devagar. O abajur estava apagado, mas a claridade do corredor entrava o suficiente para ver o menino sentado na cama, encostado na cabeceira, o cobertor jogado até a cintura. Os olhos atentos demais para quem deveria estar dormindo. — O que foi agora...? — Elias perguntou, desconfiado. — É melhor não conversar, pai. Sempre que a gente conversa eu fico de castigo mais uma semana. Nicholas soltou uma risadinha baixa, cansada. — Vem logo. — disse. — Antes que a gente acor

