Andréia Fiquei surpresa ao me deparar com aqueles olhos azuis, igualmente surpresos ao me ver ali. Era como se, por um instante, o mundo tivesse parado. O brilho nos olhos dele parecia ganhar intensidade, refletindo uma mistura de espanto e encantamento. Ele sorriu. Um sorriso simples, mas que foi suficiente para deixar minhas pernas bambas. O que estava acontecendo comigo? Eu não esperava encontrá-lo justamente no meu trabalho. Não sabia se ficava feliz ou assustada, porque no fundo tinha plena consciência de que nós dois não poderíamos — ou não deveríamos — ficar juntos. — Andréia, esse é o Edson, meu Bebezão. — A voz de Dona Margaret quebrou o silêncio. Ele ficou imediatamente sem graça, e eu tive que me segurar para não cair na gargalhada. — Mãe, já falei para não me chamar assim

