Andréia Acordei de repente, com a sensação estranha de estar sendo observada. Esfreguei os olhos, tentando me adaptar à claridade do quarto, mas tudo parecia confuso por alguns segundos. Olhei ao redor, e não havia ninguém. Talvez tivesse sido apenas um pesadelo — embora eu nem me lembrasse de ter sonhado. Ainda assim, jurava ter ouvido a voz da Tati. Francamente, ninguém merecia acordar cedo e dar de cara com ela. Eu estava de licença, queria descansar. A porta do banheiro se abriu de repente. — Aaaaahhhh! — gritamos ao mesmo tempo, assustadas. Tati surgiu, segurando uma tigela de água. — O que você está fazendo aqui? — perguntei, incrédula. — Vim trazer o caderno da Mili. Pensei que você quisesse copiar a lição. Te chamei várias vezes e, acredita?, você me respondeu chamando de Eds

