Edson Ela parou diante de mim, um pouco tensa. Observei-a por um instante: sua beleza, as sardas em seu rosto, a cor dos seus olhos e o contorno de sua boca. Vestia-se modestamente, ao contrário das outras garotas, que pareciam estar pegando fogo. Às vezes eu pensava que, se pudessem vir de calcinha e sutiã, elas viriam. Andréia, não. Ela sabia ser recatada, modesta e elegante. Era esse tipo de mulher que servia para casar. Eu não podia perdê-la. Ela tinha que ser minha. Faria o possível — e o impossível — para ter essa mulher na minha vida. — Edson...? — Oi? — Por quanto tempo fiquei parado, perdido em meus pensamentos? — Você queria falar comigo? — Eu queria te fazer um convite. — Convite? — Sim. — Dei um passo em sua direção e segurei sua mão. — Aceita jantar comigo amanhã? —

