Prólogo

1281 Palavras
P.O.V S/n Universo ABO_11/02/1571 Mais um dia no escuro, já estou cansada de estar presa nesse inferno. Sim, inferno... É a mesma coisa desde que nasci, me pergunto se ainda tenho sentimentos. Não sinto nada, só dores e mais dores. Quando isso vai acabar? Você não deve está entendendo nada, não é? Irei te explicar tudo. Quando nasci, não sabiam se eu era como eles, os alfas, betas e ômegas. Era normal como um humano, sem nenhum poder, que, para todos eles, era inútil, fútil. Eu não sou nenhum ser sobrenatural ou algo do tipo, portanto, acho que, quando meus pais descobriram isso, me abandonaram. Nunca os vi e não me importo com isso mais, espero que estejam mortos, pois, é por culpa deles que estou aqui agora. Eu nunca vi a luz de fora, vivo trancada em cativeiro desde que tinha 1 ano, aqui ela me maltrata muito e me trata com bipolaridade. Quem é ela? Seu nome é Jennie, ela e seus capangas vivem vindo para o meu "quartinho", onde só tem uma pequena televisão e um colchão velho, para me humilhar. Eu acredito que não tenho mais salvação, aliás, sou apenas uma humana fútil... (...) Estava eu olhando para o teto, a escuridão estava comigo, ao meu redor e dentro de mim. Juro que quando sair daqui, matarei cada um deles, tenho uma enorme sede de vingança. A esperança foi o único sentimento em mim que não morreu completamente, Jennie fez questão de apagar cada sentimento meu, sem piedade. Falando no diabo... A porta do quarto se abriu lentamente e sua cabeça apareceu, me causando arrepios, ela era o demônio com carinha de anjo. Seu sorriso era mortal para mim, era como facadas, me matava de pouco a pouco. –Oi, meu amorzinho.–Seu sorriso sádico ia de orelha a orelha. Ridícula.–Esses dias estava pensando e cheguei a conclusão... –De?–A interrompo, já sem paciência para suas ladainhas. Minha voz saiu mais grave que o normal, acho que isso a surpreendeu mais do que a mim mesma, estranho. Nunca a observei direito, mas, olhando bem agora, parei de escutar ela, sua boca se mexia, contudo, não saía nenhum som. Ela tinha a pele alva como a neve, cabelos dourados como o ouro, olhos verdes como esmeraldas super brilhantes, e era uma bruxa ômega. Espera, como assim ômega? Eu nunca consegui sentir ou identificar o cheiro deles, como agora posso? O que é essa dor? E por que ela está só aumentando dentro de mim? Meus olhos triplicaram de tamanho, ao sentir o grande poder em minhas veias ressaltadas e por ver o grande volume que estava entre minhas pernas, mas o que está acontecendo comigo? Ao olhar ao redor, encontro o velho espelho daqui, começo a me observar e percebo que meus olhos estão em um tom de vermelho carmesim, ou se preferir, vermelho sangue... Meu cheiro se espalhou pelo pequeno quartinho sujo e fedorento, no qual observei bem, antes de cometer algum erro. Um sorriso sádico se abriu em meus lábios e grandes dentes caninos apareceram, e isso significava apenas uma coisa...meu cio. Finalmente! –O que você estava falando mesmo, ômega?–A bruxa arregalou os olhos quando ouviu o tom grave e frio da minha voz, sua cara apavorada me deixava com mais sede de vingança, isso era o poder da voz de uma alfa.–Acho que você merece uma punição, não acha? –Mas, mas o que? Uma alfa lúpus? E ainda no cio?–Gaguejou, sua voz já demonstrava seu desespero, faria ela pagar por tudo, tudinho!–Guard... –Hum-hum, não é coisa que se faça com uma alfa lúpus, não é?–A provoquei, já não tinha mais controle do meu corpo, a minha loba que estava no controle agora.–Ajoelhe-se, ômega! Ela se ajoelhou, começando a desabotoar minha calça, dava para ver a luxúria em seus olhos, era a pior das mulheres. –Chupe-o.–Murmurei, sentindo-a estremecer com meu toque em seu pescoço, com seus lábios sendo tão saborosos.–Não é bom? Você quer mais, ômega? –Quero.–Conseguia ver sua excitação de longe, estava escorrendo sua excitação por suas pernas lisas e branquelas.–Me fode, alfa! A joguei contra a parede e a beijei, espalhando chupões em seu pescoço limpo e cheiroso, no entanto, quando vi, tinha sangue para todo lado, havia sangue em meus trapos velhos e rasgados. Isso que é banho de sangue! Acho que a voz de um alfa tem certo poder com o ômega e talvez o beta, adorei! Que comece a festa! (...) Finalmente, depois de 24 anos presa nesse lugar, eu ouvi um amém, irmãos? –Ugh, que nojo!–Eu estava cheia de sangue, o sangue desses malditos, desses podres.–Preciso de um banho...–Murmurei, após um tempo pensando sobre tudo, caminhando pelo lugar e desviando dos corpos mortos. Hoje, eu vou começar uma nova vida e ai daquele que a tirar de mim, farei coisa muito pior que isso! Agora saindo desse papo super ameaçador, deve haver algum banheiro por aqui... (...) Eu estava andando por aí — já limpa, é claro — e estava sentindo uma sensação boa, sabe? A incrível sensação de paz quando se sai do banho, onde você se sente tão leve ao ponto de bocejar de sono e cair dura na cama. Fiquei pensando tanto, que nem percebi que uns caras estavam me perseguindo. Hoje não é meu dia de sorte! Ah, por favor, eu não posso nem ser livre por um minuto. Eles tem sorte, pois não quero sujar minhas mãos com sangue de novo, ainda mais esses sangues de abutre. Você pode não acreditar, mas, aquele sangue todo que estava em mim, era não só da Jennie, mas dos seus capangas também, assustador, não é? Voltando para os caras, comecei a correr, não queria machucar eles, talvez só um pouquinho, mas a facada vai ser digna de um arranhão, brincadeira, entro em um beco e me escondo atrás de uma caçamba de lixo. Eles estavam perto, o suficiente para usar meus poderes, é melhor desmaiar eles, não quero sujar minhas mãos com sangue de novo, não com mais sangue, um pouquinho de muita paz eu agradeceria. Posso ser uma pessoa sem sentimentos, contudo, nunca serei uma assassina que mata a sangue frio...'tá bom, talvez tenha me tornado uma assassina, porém não me importo mais. Meu poder começou a fluir por minhas veias, luzes coloridas saíram de meus dedos e passaram por cada carinha ali, fazendo cada um cair desmaiado. –Uau, que incrível!–Disse para mim mesma, era impressionante, usar meus poderes era gratificante, me sentia super leve e poderosa. O que eu faço agora? Eu tenho que lembrar que dia 11/02 é o início do meu cio, então preciso prestar muita atenção no calendário, coisa que descobri o que era hoje, é bem legal, me diz qual dia é, com frases super motivadoras! Por que dói tanto? –S/n Junior, pode começar a desarmar!–Mandei, observando meu filho enquanto falava, ficando indignada com a desobediência dele.–Não vai desarmar, não?–Desarmando.–Muito bem! O que eu faço agora? Ah, já sei! –Eu desejo ir para um lugar seguro, que tenha amor e paz!–Murmurei com convicção e determinação, era o que eu mais desejava. Um grande portal se abriu aos meus pés e comecei a cair, tudo começou a ficar preto e no final, venho a conhecida escuridão. Me desculpe qualquer erro e por favor, deixe seu comentário, é importante saber a opinião de vocês sobre a fanfic. Não seja um leitor fantasma!
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