novamente acordo em mais um dia ensolarado, estava tão cansada que dormi até mais tarde, quando acordei Helena já tinha ido embora mas tinha tantas perguntas para ela que não pude esperar, me vestir, desci, cumprimentei meus pais, e disse que tinha um assunto sério com Helena que não poderia esperar, meus pais vendo que era algo importante autorizou minha saída. chegando em sua casa, ah chamei pelo nome como sempre, a mãe dela abriu a porta e disse que poderia entrar que ela estava no quarto e em então subi a sua procura, quando eu entrei ela também estava se arrumando para sair, disse que queria resolver algo mais que eu era sua prioridade e deu um sorriso, então sem demora perguntei para ela o que estava acontecendo, porque ela e o Léo estava tão estranho, desde o dia que contei sobre o casamento e sobre o meu noivo estar vindo a aldeia, queria poder entender se tudo isso era preocupação, pois além de tudo, vocês são os meus melhores amigos e não queria deixar vocês preocupados mas também tem minhas escolhas e minhas decisões as quais gostaria muito que vocês respeitassem, então ela senta ao meu lado na cama segura minhas mãos e diz um pouco envergonhada que eu era tão cega que nunca pode ver que Léo sentia muito mais do que amizade por mim, ele não pode me falar mas ficou muito triste quando soube que eu iria me casar e principalmente com um homem que nem conhecia, eu e o Léo como os seus melhores amigos nos sentimos na responsabilidade em saber se seu noivo realmente a merecia, fiquei tão aliviada que meus olhos escorreram lágrimas de felicidade. dei um forte abraço nela e pedir desculpa, mas que infelizmente eu não conseguia ver o Léo dessa forma, somente como amigos mas ela insistiu que eu pudesse dar uma chance a ele talvez se tentasse olhar para ele de outra maneira, sentiria alguma coisa uma atração não só como amigo, mas eu disse a ela que além do meu compromisso, que fiz a meus pais, eu também senti algo pelo meu noivo algo que nunca senti por ninguém uma coisa inexplicável, realmente diferente, além disso os meus pais também está contando comigo pois esse casamento manteria as alianças do clã. então para não continuar aquela discussão disse a ela que não iria mais lhe atrapalhar que ela pudesse resolver seus assuntos que eu também ia voltar para casa, sem dá tempo para sua resposta sair correndo, sentido a minha casa. ao passar em frente ao lago me recordei daquela noite, ah se pudesse voltar naquele momento e assim me esquecer de todas as dificuldades, tive a ideia de ir na cachoeira que é um pouco mais afastada da aldeia, para que lá pudesse ficar só, e ter um momento só para mim. me aproximei da cachoeira e senti sua brisa refrescar o rosto, era tão fantástico estar em um lugar calmo, me sentia leve, me sentia conectada com todo aquele lugar ,subir até a pedra mais alta da cachoeira e e de lá observei ao redor, as flores os animais as árvores as aves e até mesmo o sol tudo ali me fazia me sentir mais leve, e então em um lugar mais escondido tirei a roupa tirei meu colar para não perder e mergulhei, naquela água calma e tranquila, fiquei lá por horas sem me preocupar com nada e então me recordei de meu noivo dos seus olhos do seu sorriso até mesmo do seu cheiro, o que ele tinha de especial que me fascinava? comecei a imaginar como seria seus toque o seu beijo, qual seria a minha reação, comecei a me arrepiar então decidi retornar ,vestir a roupa e fui para casa, no meio do caminho percebi que tinha esquecido o meu colar então retornei para buscá-lo na volta ,ali bem perto da cachoeira pode ver duas pessoas conversando como não queria atrapalhar me escondi entre as árvores tentando passar sem que eles pudessem me ver, e então ao passar ao lado eu reconheci aquelas vozes, é o Léo e a Helena? o que eles estão fazendo aqui sozinho? então parei para tentar ouvir a conversa.
como pode aquela burra querer se casar com outra pessoa além de mim, eu deveria ser o chefe dessa aldeia, eu mereço isso.
não se preocupe meu amor, eu ainda vou convencer ela a não se casar com ele, vamos encontrar uma maneira de você se casar com ela e depois vamos abandoná-la e então eu me casarei com você, e serei a sua esposa, serei a mulher mais importante desta aldeia. então risos ressoou por toda a floresta, meu coração se quebrou em milhões de pedaços meus olhos ficaram escuro , inundados de lágrimas me sentei atrás da árvore e em silêncio eu chorei, não conseguia nem me levantar e assim continuei a escutar as tantas juras de amor entre eles, o tanto que ele se amava, para eles era importante estarem juntos a me enganar a se fazerem de meus amigos tudo para conseguir um futuro melhor para eles, a custo de mim, da minha pessoa ,da minha vida, então percebi que além de se beijar algo mais aconteceria ali, então criei forças e de lá sai chorando sem rumo.
corri tanto mas tanto que m*l conseguia respirar, e então parei , me sentei ao chão e me deitei, lágrimas não paravam de cair, como puderam? os meus melhores amigos, os que eu mais confiava, como puderam? é como se eu não conseguisse mais parar de chorar.
e então ao longe escutei alguém gritar pelo meu nome reconheci a voz era o meu pai, eu não tinha forças para responder mas com muita força consegui me levantar e fui ao encontro da sua voz, aos prantos avistei o meu pai ao longe, corria o mais rápido possível para abraçá-lo, quando ele me viu sem nem tempo de pensar eu o abracei e só chorava, ele não conseguiu entender o que estava acontecendo pois eu não conseguia nem respirar muito menos responder alguma coisa, então com calma ele me pegou em seus braços me apertou contra o seu peito enquanto caminhava para casa, ele disse para mim respirar e me acalmar, meu pai preocupado tentava entender o motivo do meu desespero, mas não conseguia obter resposta nenhuma comigo, e então chegando em casa, me deparo com meu noivo e sua família, eles estavam lá para se despedir pois por algum motivo político eles iam ter que voltar antes do combinado, eu m*l consegui olhar para ele, não sabia nem o que pensar o que falar só queria ficar sozinha, mas meu pai e a minha mãe vendo o meu estado, me ajudou aos poucos, e eu me despedi deles, tentei ao máximo fingir que nada tinha acontecido, e então o adeus ,nossos pais nos deixou a sós por um minuto eu não conseguia falar nada meu sentimento era só de tristeza , então de última hora ele me puxou para perto, e me deu um forte abraço e bem calmo disse que não via a hora de ser meu marido, se afastou ,montou em seu cavalo, e partiu.
meu coração estava despedaçado, não sabia o que mais me abalava a traição dos meus amigos ou o adeus do meu amado, não queria contar o que aconteceu para os meus pais sobre Helena e Leo por algum motivo guardei só para mim ,disse ao meu pai que o meu medo tinha sido na cachoeira ,acabei me assustando com algum animal, então ele preferiu acreditar em mim, mesmo sabendo que tudo aquilo era muito estranho.
naquela noite continuava a chorar, era uma tristeza sem fim, tantas despedidas em um dia só ali deitada aos prantos, me sentia só, não tinha ninguém com quem conversar, ou com quem compartilhar meus sentimentos, uma grande tristeza a qual me deixou abalada por semana, meu pai ainda tentava, ia no meu quarto me chamava para sair, mas não sentia ânimo a tristeza acabou tomando conta do meu coração, e sem perceber me tornei uma pessoa triste e desolada, a saudade era iminente, até mesmo para o meu noivo, o qual, não tive muito contato, minha mãe tentando me animar, diariamente me lembrava que não faltava muito para o meu sonhado casamento, e assim se passou semanas até que eu pudesse ver o meu noivo novamente,