Betina Lambertii
A vida é algo que não temos controle, uma hora estamos bem e na outra tudo desaba.
Eu senti, eu implorei, mas não, nunca ninguém me ouve. Eu dormi após tomar o remédio, mas nada pesado, meu sono ainda era leve, por isso ouvi o grito da minha mãe, levantei feito um foguete e corri. E merda minha mãe está aos prantos e se estamos todos aqui, a única certeza que tenho é que mais uma vez eu estava certa, Bryan não devia ter saído. Fiquei em choque e logo meu pai me amparou, vi o i****a me olhar, mas nem me importava dele me vê desolada.
(...)
—-Você está melhor? - Desde que chegamos nos hospital fiquei ao lado da minha mãe, mas reparei que em alguns momentos o Ravi me olhava, mas eu fingia que não o via. Após receber a noticia que o meu irmão não sofreu nada de tão grave fiquei mais leve, porém a tristeza ainda existia dentro de mim, afinal eu ia ser titia, mas a Susi perdeu o bebê e sei que isso vai acabar com o meu irmão e ela. Aproveito que a minha mãe está conversando com o Be e fui beber água e foi aí que o i****a se aproximou, afinal não fala comigo direito na frente da minha família, e agora que saber como estou. Balanço a cabeça em positivo para a sua pergunta, mas não o encaro, então ele continua —- se quiser posso pegar alguma coisa para você na cantina, ou se preferir podemos ir lá fora um pouco para você tomar um ar — Então respiro fundo, antes de encara - lo. Ele até chega manso, e isso só me irrita mais
—- Obrigada pela sua preocupação, mas estou bem, não preciso de babá, sei me cuidar sozinha. - falo séria olhando nos seus olhos, pois teve a cara de p*u de indicar uma babá para ficar comigo na última vez que os meus pais saíram, a sorte dele é que foi uma moça muito legal que acabou até virando uma amiga. Ficamos nos encarando e o i****a não diz mais nada, deve ter lembrado deste momento também. Então me viro para sair, mas ele segura o meu braço e merda porque meu corpo tem que já começar a responder, meu coração acelera, minhas mãos suam, mas fico firme ali e como o i****a continua mudo falo para ele me soltar, mas invés disso ele respira fundo e me puxa para mais perto deixando nossos rostos perto um do outro.
—- Eu já entendi que você não é mais nenhuma criança, me desculpe se sou um i****a as vezes, você é muito mais madura e inteligente que muitas mulheres. Mas ainda assim sei que tem a sensibilidade e fragilidade de uma menina, como agora, afinal sei que não está sendo fácil para você tudo o que está acontecendo, até porque você já havia sentido algo r**m, por isso estou querendo ser gentil. Mas se quer continuar agindo assim com imaturidade comigo ok - Sério que ele vai jogar sujo, achando que dizendo coisas bonitas vou facilitar para ele, afinal não confio nele e nem nas palavras dele, até posso sentir que ele está sendo sincero, mas um sinal sempre apta para que eu tome cuidado. Nos encaramos e quando vou respondê - lo Benício chega dizendo que podemos ver o Bryan, não perco mais tempo ali, corro para o quarto do meu irmão. E assim que entro me jogo em cima dele e choro muito, meu irmão é chato, pega no meu pé, mas eu o amo demais, seu que tudo que faz por mim é porque me ama muito também.
—- Ei! Calma maluquinha eu estou bem - diz acariciando o meu rosto, mas não consigo parar de chorar - Tina olha para mim está tudo bem - Ergo um pouco a cabeça e me sinto pior, pois lembro da notícia que ele acabou de receber, porém está firme aqui comigo chorando feito uma bebê em seu colo, talvez o i****a do amigo dele tenha razão eu sou muito imatura mesmo e infantil, então respiro fundo e me recomponho
— Me desculpa - sussurro e ele enxuga as minhas lágrimas
—- Eu que tenho que te pedir desculpas por não ter te escutado minha pequena, eu fui um i****a - meu coração se despedaça ao ver o seu sofrimento, porém na minha frente ele nunca desaba - então sem dizer mais nada, pois nem sei o que falar só o abraço e ficamos assim alguns minutos, até que a minha mãe me chama para ir embora. E no caminho ela me diz que meu irmão ia ficar bem, tudo iria se ajeitar aos poucos.
Mas não foi o que aconteceu.
(...)
—- Filha estou muito orgulhosa de você viu! - minha mãe diz enquanto terminamos de arrumar as minha malas, sim vou viajar, ficarei um ano fora pelo menos, sempre quis fazer o ensino médio no Canadá e após muita conversa consegui convencer o meu pai, que dizer e os meus irmãos né, pois os três não queriam que eu fosse sozinha para outro país, mas depois de conversar muito, e claro com a condição de ficar na casa de um casal de amigos eu estou conseguindo ir, mas o que pesou mesmo na decisão do meu pai foi o momento que o Bryan está vivendo, meu irmão mudou muito, está mais sério, frio, rabugento e isso tem mexido muito comigo, por isso meu pai achou melhor também eu ir e ficar longe um período.
—- Obrigada mãe, prometo não te decepcionar - digo assim que fechamos a mala então nos abraçamos e claro começamos a chorar, nunca fiquei longe deles. Finalizamos tudo e descemos para jantar, eu viajo amanhã, por isso já deixamos tudo pronto.
—- Aí Angela nossa bebe está crescendo - meu pai diz me abraçando, finalizamos o jantar e agora estamos na sala de estar
— Sim meu amor, ela está crescendo e se tornando uma mulher linda - minha mãe diz carinhosamente
—- Mulher não né Angela, adolecenste, ainda demora para se transformar em mulher - eu e a minha mãe começamos a rir., estamos só nós três, já que meus irmãos ultimamente pouco param em casa.
—- Amor a mulher não se torna uma mulher só quando alcança uma certa idade, tem mulheres que com a sua personalidade, maturidade, responsabilidade, destreza, determinação, já consideramos mulheres antes. E sim ela é uma adolecenste, porém sua mente, suas atitudes já são de uma mulher madura, confio muito na minha filha - me emociono com as palavras da minha mãe e meu pai também, já que concorda e me abraça novamente.
(....)
— Meu amor tudo já deu certo, está nova etapa na sua vida vai ser de grande aprendizado - Meu pai diz ao me abraçar. Estamos no aeroporto já nos despedindo.
—- maluquinha saiba que estarei aqui sempre por você, me ligue a hora que for e pode deixar que irei te fazer uma visitas - Be diz ao se despedir, sim todos vieram se despedir de mim, nos abraçamos e já começo a chorar, esta viagem é tudo o que quero mais ainda assim o coração dói, a saudade será muito grande.
—- Desculpa se ando ausente com você pequena, mas saiba que te amo muito, mesmo achando que você poderia estudar aqui e não longe de nós, sei que será uma experiência única e maravilhosa para você.. - Bryan diz enxugando as minha lágrimas — juízo e muito cuidado tá, sabe que pode contar comigo sempre - nos abraçamos e não dá não consigo para de chorar, me despeço dos meus pais também, minha mãe chora junto comigo e quando ouvimos a última chamada para o portão de embarque eu começo a me afastar deles, meu coração vai se apertando conforme vou seguindo para o portão, mas sinto que tudo vai dar certo. E assim foi a nossa despedida, cheia de emoção.
Sentirei muita falta deles, mas sei que está viagem me fará muito bem, me dará mais independência, força, responsabilidade e me ajudará a tirar um certo i****a da cabeça, ficar perto dele, estava me fazendo m*l, pois eu sei que ele nunca vai olhar para mim, como eu quero, pois só me vê como uma pirralha. Mas o que ele esquece é que a pirralha vai crescer.
E assim se inicia uma nova etapa na minha vida, longe de todos.
"É Betina agora è estudar, focar e mostra que você não é só um rostinho bonito, a filha do papai, a protegida dos irmãos, você é muito mais que isso". Posso ser mimada, ser considerada a filhinha do papai, mas dou valor a tudo que tenho, sei o esforço dos meus pais para chegar onde estamos, então sim eu quero somar, vou estudar muito para assim ajudar na empresa da minha família e não ficar só sugando o meu pai.
"Eu terei as minha coisas, conquistadas por mim mesma."
Continua