Então o Bruno caiu de joelhos no chão, com as mãos no rosto e os ombros tremendo sem parar. – Não, não, não... – ele implorou enquanto se inclinava ainda mais para frente. Abaixei-me junto com o Miguel e o abraçamos. Ele negou com a cabeça, chorando ainda mais. – Ele... Não... Por favor, não. – Suplicou baixinho, passando os braços pelos próprios joelhos e abaixando a cabeça entre eles. Olhei para o Miguel. Ele não demonstrava nenhum sentimento. Em outro lugar da sala, ouvi o barulho da Anna tentando ninar o Micael novamente. Sua voz tremia enquanto ela cantava uma canção para ele. Reconheci a voz da minha mãe ajudando, mesmo que também meio fraca. Ninguém estava preparado para isso. – Ajude elas – Miguel pediu. – Micael não precisa passar por esse momento. Neguei com a cabeça. Bruno

