A Bia se virou também e eles se encararam. Todos na mesa pareciam ter perdido a voz, acho que eu não era a única que sabia o segredo dele. - Ela deve ser uma daquelas atiradas que segue você até pro inferno. Ele mordeu o lábio inferior, como se estivesse se segurando ao máximo para não se declarar. - Talvez ela seja, mas não vou te contar agora. - Por que não? - Não acho que seja o lugar certo. Ele se levantou da mesa, com uma maçã em uma mão e um lápis na outra. - Já chega de gente se declarando por hoje. – Ele completou e foi embora. A Bia olhou para nós sem entender. - Ele não falou isso com o sentido que eu acho que falou, não é? Por dentro, eu queria gritar com ela. - Acho que você deveria se levantar e falar com ele. – O Edu respondeu e eu percebi um quê de solidariedade.

