De manhã cedo Avy acorda com Esmeralda pulando sobre sua cama, chamando ela para fazer um piquenique com ela, depois de ter aberto suas cortinas fica a admirando deitada na cama.
- Bom dia bela adormecida!! Bora acordar porque tenho planos pra nós duas.
- Bom dia flor do dia, que ânimo é esse?? Acordou de muito bom humor?
Esmeralda senta- se na cama ao lado de Avy, passa as mãos em seus cabelos e lhe dá um doce beijo no rosto, da um longo suspiro olhando em seus olhos.
- Gosto tanto de você que não faço ideia de como eu vivia sem você aqui. Que tal nós irmos no rio conversar avontade e fazer um piquenique? Ontem eu fui na cidade não aproveitei com você, mais hoje eu quero te aproveitar o máximo que eu puder.
- Também gosto muito de você, de vocês todos aqui, mais você quer ir no rio agora de cedo??
- Não agora, vou tratar dos cavalos, vim te ver primeiro. Mais hoje quero passar mais tempo com você. mudando de assunto, ontem depois que eu saí daqui.
- Aham.
- O Marcelo me acompanhou até em casa como sempre faz, minha mãe viu nós lá fora e chamou ele pra jantar com e gente, e depois que acabamos e estávamos lá fora, ele tentou me beijar.
- E você não quis?
- Não.
- Porque? Não entendo vocês dois, uma hora se amam na outra se odeiam.
- Aí amiga! Mais depois dele insistir acabei beijando ele sim. O problema é que eu não queria, não gostei, achei r**m, não sei o que tá acontecendo comigo, parece que vou me desgostando dele, mais não somos namorados é apenas um lance.
- Ele é um bom rapaz, eu gosto do Marcelo apesar de ser mulherengo. Acho que a única pessoa da fazenda que ainda não ficou com ele sou eu. Mais tá tudo bem com você?
- Sim, mais acho que estou me apaixonado por outra pessoa.
- No coração a gente não manda.
Elas se despedem e Esmeralda vai cuidar dos cavalos. Avy troca de roupas e desce pra tomar café, quando ela termina vai no estábulo pegar um cavalo para aprender a cavalgar.
- Esmeralda qual desses eu posso usar? quero aprender a montar.
- Sério? Você nunca quis aprender em todo esse tempo e olha que tentei te ensinar, que mudança heim, o que houve??
- Me diz qual eu posso usar, ou posso pegar qualquer um?? Pode ser esse preto com branco aqui? Nossa ele é lindo!!
- De forma alguma, esse aí é o Willy filho da Kyra, a égua da Anne, ninguém pega ele.
- Tá bom, qual eu pego então??
- Pega essa égua aqui, ela é mansa e dócil, o nome dela é Onni.
- Nossa, todos os cavalos aqui tem nome?? kkk
- Se você viesse mais vezes aqui no estábulo iria ver que sim, esses animais são como uma família pra Anne. Eu ainda não terminei meu trabalho aqui, se você quiser esperar eu terminar te ajudo a montar.
- Você sabe que tenho um pouco de medo né, por isso olho só de longe e não venho muito aqui, mais quero aprender a montar e vou vim mais vezes. Pode acabar aí tranquilo, vou tentar sozinha mesmo.
- Tá bom, cuidado.
Avy leva Onni já celada para um pasto e tenta montar, sem sucesso. Onni é uma égua muito dócil e que gosta de ser montada. Anne passa por ali e olha Avy tentando montar, e sori descretamente ao ver os seus inúmeros fracassos, quando Avy a vê.
- Não é fácil montar, mais daqui um pouco eu consigo, você vai ver.
Anne vai até sua direção, desce de sua égua e a prende, vai até a égua Onni e a segura com uma mão e com a outra acaricia.
- Primeiro Você segura bem as rédias, coloca seu pé no estribo e faz força jogando seu corpo pra cima do cavalo. Ótima escolha, a Onni é um excelente cavalo, muito dócil. Mais todos são excelentes!
Anne diz isso passando as mãos sobre a crina de Onni.
- Tenta.
Avy, olha para ela acariciando e percebe o amor que ela trata seus animais. Avy segura as rédias e faz como Anne acabou de te instruir, porém sem sucesso. Anne então faz para ela ver como é fácil.
- Vem, sobe na minha garupa, vamos da uma volta, eu te ensino.
Anne estende as mãos para Avy que as segura e sobe na égua, e em seguida passa seus braços sobre sua cintura. Ela percebe que Anne está usando aquele perfume que ela simplesmente gamou e suspira forte chegando seu corpo bem próximo ao dela, e as duas seguem para frente e acabam chegando perto do rio. Ao chegar Anne desce da égua e deixa Avy sozinha montada, ela segura as rédias e anda ao seu lado a pé, enquanto Avy vai montada, ela anda pacientemente. Depois de um tempo ela pergunta se ela quer arriscar a andar sozinha.
- Quer ir sozinha? Você está indo muito bem.
- Sozinha não, monta na minha garupa que assim vou ter mais confiança .
Anne olha sem saber o que responder, mais o incomodo era visível, mais acaba aceitando, pois lembra que ela estava indo tão longe a pé e não queria que isso acontecesse novamente, não queria ter a responsabilidade de algum infortúnio.
- Tá bom, você está indo muito bem.
Anne sobe em sua garupa mais fica sem jeito em saber o que fazer com as mãos ou onde segurar.
- Pode segurar na minha cintura eu não mordo, mais se me pedir eu mordo.
Avy dá um sorriso pois acha graça do que disse. Anne fica corada e super envergonhada mais segura em sua cintura, quando sente seu coração desparar, suas pernas tremer e sua mãos suarem frio. Avy gela ao sentir os braços de Anne te segurando e da um suspiro profundo. Os pensamentos de Anne a incomoda e briga consigo mesmo querendo entender que tá acontecendo? No porque está tendo essas sensações? Me recuso a ter esse comportamento. Elas andam por um pouco de tempo e nesse período o silêncio reina.
- Agora que tal você descer e tentar subir para praticar??
- Ótima idéia.
Elas descem e Avy prática várias e várias vezes a sua montaria, até que conseguir e fazer sem muito esforço.
- Parabéns, está indo muito bem, não vai mais precisar andar pela fazenda a pé.
- Uhuull , eu a prendi a calvagar, aprendi, obrigada, muito obrigada, eu não sabia que era tão bom andar de cavalo, obrigada.
Avy chega perto de Anne e desce da égua e numa emoção ela se joga em seus braços lhe dando um abraço de agradecimento.
- Obrigada, muito o brigada.
Anne fica sem reação e surpresa com o abraço, pois não esperava aquele comportamento, nem teve reação e nem resposta deu, mais sentiu de perto o bater do coração de Avy que estava com seu peito colado ao seu. Com seu coração disparado sentiu como se estivesse pisando em algodão, um momento tão inesperado e gostoso que a deixou perplexa. E ainda abraçada nela e com o rosto entrelaçados Avy diz:
- Obrigada por me fazer conseguir algo que achava impossível, obrigada.
Anne, após uma pausa anestesiada, consegue responder afastando - se.
- De nada. você foi muito bem e fez tudo sozinha, eu m*l te ajudei.
- Ajudou e muito, eu tinha medo e tinha dificuldade, você chegou e tudo ficou mais fácil.
- É mérito seu. Vamos voltar pra fazenda? Você pode vir me levando, você tá melhor que eu agora.
Elas sobem na égua e vão em direção a casa, e Anne com o coração a mil pelo abraço e Avy e achando que aquela menina conseguia fazer ela sentir coisas que ela não gostaria de sentir.
Como ela pode me abraçar assim se eu nem dei liberdade? Como pode ser tão atrevida invadindo o espaço pessoal das pessoas?