_ Vamos dar uma volta.
Decidiu, me levou para dentro do closet. Abriu duas portas no armário, na parte interna de uma das portas tinha postite escrito "por favor, vista". Eram roupas lindas da moda atual. Havia muito vermelho na cor das peças, escolhi um vestido bem solto e decotado.
Fomos para uma boate, um lugar famíliar para o Yago. Dançamos juntos. Ele dançava tão bem. Os ritmos eram mais como tango. Não sei dançar tango, mas ele me conduziu e ficou fácil.
Cansados depois de muitas danças, ele me levou para uma mesa e fez um gesto para o garçom que trouxe duas bebidas refrescantes com limão e gelo.
_ Mais duas, pediu enquanto o garçom nos servia.
_ Como ele sabia o que deveria trazer?
_ Venho muito aqui.
_ Dançar?
_ Claro. É um bom lugar para se juntar aos amigos.
_ Você tem muitos amigos?
_ Bastante, amigos nunca chegam a ser muito.
Saí para o banheiro feminino, fui rápida. Ele era divertido e eu queria ficar o máximo de tempo que pudesse com com o Yago.
Ouvi a sua voz contando como foi que conseguiu me raptar.
"... E lá estava eu no carro bem na frente do edifício onde a Alana fazia suas fotos naquela manhã.
Estava muito ansioso para vê-la, seria o nosso primeiro encontro, a primeira vez que ela me veria desde quando começou a andar. Ou seja, ela nunca havia me visto..."
Quando levantei os olhos me deparei com a nossa mesa repleta de mulheres sentadas e em pé ao redor da mesa. Olhavam para ele com fome evidente e ele sorria e jogava charme. Não, talvez não, ele só estava sendo ele mesmo.
_ Mas que diabos!!! _ cruzei os braços sobre o meu peito e o encarei brava quando ele me notou.
_ Fudeu _ ele disse baixo, assim que olhou para mim.
_ É essa aí!? _ descrença na cara de todas as garotas com ele.
_ Alana, a minha noiva.
_ Você não devia esnobar o Yago, o Avana. Não sabe o que está perdendo.
A mais ousada me aconselhou quando batia em retirada junto com as outras. Culpei o moreno por isso, e caminhei para longe dele. Fui para fora.
Parei em um dos muitos mirantes com vista para o mar e as ilhotas. Fiquei no para peito sozinha observando o horizonte vazio de lua e ainda assim de tirar o fôlego. A lua estava acima da minha cabeça, no meio do céu.
_ Achei você, baby _ a voz grutural e rouca demonstrava um grande alívio.
_ Por que você não ficou lá. Dava para fazer da noite o palco de orgia fabulosa com todas aquelas mulheres babando em cima de você.
_ Wow! _ sorriu _ Está com ciúmes _ soou calmo, dono do controle, e se aproximou, ficando ao meu lado, me analisando.
_ Porque eu deveria ficar surpresa. Você parece ser isso mesmo, um mulherengo.
_ Apenas sei ser agradável. Você não está acostumada a ter amigos?
_ Amigos. Elas queriam te comer!
_ Amigos fazem isso também.
_ Ora essa! Pois se é isso, porquê me trouxe até aqui?
_ O que uma coisa tem a ver com a outra?
_ Você disse que era apaixonado por mim.
_ E sou. Cada mulher com quem fiquei até hoje, foi você. Sempre estive com você rondando e reinando na minha mente.
_ Olha só como você está belo, meu príncipe! _ a frase foi acompanhada de uma risada, olhamos na direção da mulher, era a minha mãe.
_ Madrinha! _ o moreno chegou rápido nela e a levantou em seu abraço caloroso. Riam felizes, até que ele a pôs no chão com evidente felicidade em vê-la.
_ Como você cresceu! Jesus! Está mais alto do que era o seu pai, e mais bonito também.
_ Obrigado. Você não mudou nada.
No mesmo lugar, eu acompanhava toda aquela i********e entre eles, que me dizia que eu perdi muita coisa da minha própria vida passada.
_ Amor _ minha mãe veio me abraçar. _ Estava brigando com ele! Saiba que ele é um homem de verdade. Bem diferente do menino mimado prepotente que você chama de marido.
_ A Alana só estava com ciúmes _ o moreno respondeu.
_ Ah, docinho! _ a minha mãe me abraçou toda melosa por causa da notícia.
_ Mãe... Eu não... Eu não estava com ciúmes de você! _ esbravejei com o Yago.
Sorriu desdenhando da minha afirmação.
Minha mãe se afastou nós avaliando e ambos tinham um olhar bobo sobre mim. Como se eu fosse um bebê que fazia algo engraçadinho.
_ Preciso de um banho _ a PP exigiu do moreno.
_ Para a minha madrinha, qualquer coisa.
Voltamos para a casa do Yago onde minha mãe foi hospedada em um quarto o seu pessoal dela preferiu ir jogar e beber na sala de jogos do casarão. Os empregados foram acordados e preparavam um churrasco de última hora, ao mesmo tempo em que um baquete era preparado na cozinha.
Nós ficamos com eles.
Jogamos sinuca à quatro. O Yago conhecia todos eles pelo nome e apelidos.
_ Vocês vêem muito por aqui? _ especulei.
_ Claro. É o lugar mais seguro do mundo, e somos bem vindos. A Lotus disse se aproximando demais do Yago e dizendo algo em seu ouvido.
A Lotus era uma loira era alta, provocante, gostosa. Respirei desagrado. Por que toda mulher quer se aproximar mais dele?
Os dois deram estensas gargalhadas e o olhar do Yago pousou sutilmente sobre o meu quando ele ainda sorria. A mulher se afastou de nós sem me dar atenção.
Por que será que me sinto tão incomodada?
Pétala entrou na sala usando em um visual mais despojado. Se serviu de uma bebida que ela mesma preparou no bar e sentou no sofá próximo ao mesmo. Eu cedi o meu taco para o Salada que estava olhando e me aproximei da minha mãe.
_ Você parece ficar bem a vontade aqui?
_ Estou em casa, Alana. Este é o único lugar no mundo que eu ainda posso chamar de lar.
Analisando sua afirmação. O Dream era o m*l encarnado que tirou da PP tudo o que ela tinha de seguro, tudo o que ela amava. Já o Darkness era o bem, ele lhe devolvia um pouco de tudo o que fora tirado da sua vida. E ela precisava disso.
_ O Dream está vindo _ avisei para o caso de ela querer fugir.
_ Estou sabendo. É bom que ele saiba aonde está se metendo. Ele sabe?
Aquilo foi uma ameaça.
_ Mamãe, não _ pedi.
_ Você precisa aprender a escolher melhor onde está a sua lealdade, Alana _ desapontamento no seu tom. _ Não vou matar ninguém na casa onde estou hospedada. Não é de bom tom, nem hospitaleiro.
_ Obrigada.
Suspirou raiva.
_ A conversa parece animada _ o moreno sorriu tentando aliviar os ânimos quando sentou conosco.
_ Essa criança tem que entender _ PP respondeu.
O olhar azul pousou complacente sobre o meu rosto _ Ela não pode _ afastou uma mecha de cabelo da minha testa e roçou o meu rosto com as pontas dos dedos.