A exposição de Styles já estava sendo anunciada em diversos jornais. Ele praticamente não saiu de casa durante a semana inteira, apenas trabalhando em obras novas, finalizando antigas e escolhendo quais as que gostaria de mostrar e pôr à venda. Estava em seu estúdio na casa de Louis e tinha exposto alguns quadros por lá e outros na sala, estava esperando Zayn chegar, iriam discutir trabalho e Malik avaliaria as obras junto com o pintor.
As coisas caminhavam para um lugar que o próprio Harry não estava esperando chegar. Achou que, naquele momento da sua vida, estaria preocupado em sair da mansão dos Malik, procurar um lugar para morar sozinho com Zayn, lembrava-se dos planos traçados por eles em Paris e não tinha dado-se conta até aquele momento do quanto as coisas estavam diferentes. Olhava ao redor pela sala de Louis e, apesar de não morarem juntos oficialmente, Harry já sentia-se em casa. Estava enfiado ali há duas semanas e tinha acabado de descobrir que tinha pouco ou quase nada seu restando no hotel em que estava ficando.
Talvez devesse ceder ao convite de Louis e aceitar morar ali logo de uma vez.
A campainha tocou e Styles já sabia quem era. Abriu a porta e viu um Zayn Malik extremamente bem vestido e o sol começando a se pôr. O céu de Los Angeles, à beira da praia de Malibu onde Louis morava, era um dos mais bonitos do mundo.
— Entre. — Harry disse dando espaço para Malik passar. — Desculpe fazê-lo vir até aqui justamente depois de um dia cansativo de trabalho.
— Imagine. — Zayn disse deixando sua pasta com o laptop em cima do sofá e apenas olhando a quantidade de quadros que Harry tinha espalhado pela sala. — Estava ansioso para ver tudo pra ser sincero. — Os dois trocaram sorrisos contidos. Ambos pareciam cada dia mais acostumados com a nova situação amorosa e social na qual se encontravam.
— Bem… Espero que aprove minhas escolhas então. — Harry respirou fundo percebendo que Zayn já estava reparando em cada detalhe de cada quadro. — Eu tenho outros quadros no estúdio, mas pensei nesses vinte e cinco quadros. Eu não sei se você acha um bom número…
— Não se preocupe com isso, H. — Zayn dizia num tom amigável, mas profissional. — Eu quero que escolha quadros que mostrem quem você, que deixem transparecer o tipo de pintor que é… — Malik falava olhando nos olhos verdes curiosos de Harry. — É importante que mostre os quadros que mais tem sua alma, seu coração… Esqueça a parte técnica, esqueça o estilo… Mostre-se, você precisa se apresentar através do seu trabalho.
— Entendo. — Harry disse respirando fundo. Seus quadros geralmente eram um espelho de seus sentimentos. Como todo bom artista que era, sempre deixava um pouco dele no que fazia.
— Essa exposição tem que ser pessoal. — Zayn continuava, chegando mais perto de um dos quadros de Harry que gostava muito. — Tipo esse… — A pintura mostrava uma árvore num fim de outono, com todas as folhas caídas nas suas raízes, mas novas folhas pareciam começar a nascer timidamente nos galhos. — Pintou isso quando te chamei pra morar comigo aqui em Los Angeles. — Zayn disse sorrindo e Harry, sem graça baixou os olhos confirmando.
— Não sei como você sabe disso, mas sim. — Styles dizia agora olhando pro quadro junto com Zayn.
— Isso representa claramente seu recomeço aqui. — Malik dizia apontando para as pequenas folhas nascendo no desenho. — Você estava se desfazendo de quem era, deixando em Paris seus medos e inseguranças… — Ele agora apontava para as folhas da árvore no quadro. — Foi seu ciclo, você trouxe folhas verdes e novas pra cá. Esse é o Harry Styles que queremos mostrar na exposição. — Zayn disse sorrindo, orgulhoso de Harry até, que olhava pra ele como se soubesse que tinha feito mesmo a escolha certa em chamar Malik pra fazer aquilo com ele.
— Você me acompanhou na criação de metade dessas obras, Zayn. — Harry começou chegando mais perto do outro e tocando-o em um dos ombros. — Sinto muito que não tenha dado entre a gente. — Ele foi sincero e Zayn soube daquilo no mesmo segundo.
— As coisas são do jeito que são. — Zayn disse despreocupado. — Fico feliz que a gente se conheceu, que tivemos algo profundo a ponto de ter te feito sentir que poderia deixar a Europa… — Malik segurou em uma das mãos de Harry e ambos sentiram-se como se aquele era um novo recomeço, uma conexão nova entre eles. Tudo finalmente parecia estar onde deveria. — Porque se era pra gente passar por isso só para que você conhecesse e colocasse meu melhor amigo na linha, eu faria tudo de novo sem pensar. — Zayn disse e ambos riram.
— É, é como me sinto também. — Harry disse ainda mostrando o sorriso. — Fico feliz em ter ajudado a te fazer perceber que o amor da sua vida esteve ao seu lado o tempo todo e você só precisava abrir mais seus olhos. — Zayn sorriu sem graça quando Harry disse.
— Falando nisso, queria perguntar se posso levá-lo comigo na exposição. — Zayn perguntou e apenas viu Harry rir por um momento.
— Que pergunta, Zayn, faça-me o favor. — Styles disse já puxando Malik para seu estúdio a fim de mostrar o restante dos quadros. — Não só pode, como deve.
— Ele vai ficar feliz em saber que você faz questão da presença dele. — Zayn disse sorrindo entrando no pequeno cômodo junto com o pintor. — Ele gosta muito de você.
— Também gosto dele. — Harry foi honesto. Lembrou-se das breves conversas que teve com Liam todas as vezes que o encontrava do lado de fora da mansão para fumar um cigarro. Por muitas vezes, Payne havia sido sua única companhia naquela casa fria e constantemente vazia. — Diga aos seus pais que estão convidados também.
Zayn não disse nada, mas pensou no quão nobre aquilo soava. As pessoas diziam mesmo que, quando se está feliz, não há espaço no coração para rancores e mágoas, vendo Harry daquele jeito, com um ar infinitamente mais leve, percebeu que realmente Louis estava fazendo-o feliz de uma maneira que Zayn nunca imaginou que veria Harry.
— Vou dizer. — Malik disse simplesmente, com um sorriso de canto. — Mas se Johannah está organizando isso, é muito provável que minha mãe já saiba. — Malik disse lembrando-se de que as duas eram amigas há muitos anos.
Harry ficou em silêncio apenas observando enquanto Zayn andava ao redor, olhando os quadros, opinando sobre um ou outro, fazendo perguntas sobre o que Harry tinha querido expressar em várias de suas pinturas e realmente achou que aquela exposição não poderia estar vindo em hora melhor. Sempre soube do quanto Harry era talentoso no que fazia e tinha uma sensibilidade especial para arte, mas assim como muitos pintores, era um homem simples e que gostava de parecer recluso. Mas de fato Zayn achou que era hora para ele dividir com o mundo tudo que ele tinha a oferecer em forma de tintas e traços que definiam sua alma como poucas pessoas conseguiam demonstrar.
— Eu acho que os quadros que escolheu estão muito bons. — Zayn disse com um ar profissional. — Mas ainda sinto que está faltando alguma coisa. — Malik franziu o cenho, olhou ao redor, pegou alguns quadros e mudou-os de lugar.
— Eu acho que tenho alguns na sua casa. — Harry respondeu. — Talvez possamos ir dar uma olhada naqueles.
Mas Zayn não parecia estar prestando muita atenção. Ele olhava para o cavalete com uma obra coberta por um pano cinza, sujo de tinta. O quadro não era grande, era menor que os outros, mas ele ficou intrigado.
— O que é aquilo? — Ele não esperou Harry responder, deu alguns passos na direção do cavalete e tirou o pano de cima.
— Não é nada. — Harry disse sem graça, extremamente desconfortável com aquilo. Ele viu Zayn encarar a pintura como se realmente estivesse sem palavras para aquilo. O sorriso de Louis no quadro disse mais sobre Harry do que sobre o médico. — Não é pra vender… Eu só estava… — Styles não sabia o que dizer. Aquele quadro era uma expressão tão profunda do que ele sentia que mostrar ao mundo, era quase como se estivesse nu em frente a milhares de pessoas.
Zayn não disse nada, apenas encarou o quadro e, por conhecer Harry, conhecer seu trabalho e, de quebra, conhecer Louis, ficou absolutamente sem palavras sobre o que dizer daquilo. Se antes estava faltando algo, agora não estava mais.
— Você nunca fez um quadro meu. — Zayn finalmente disse tirando os olhos da pintura e encarando um Harry Styles tímido, quase como uma criança encolhida num canto do estúdio sem saber como explicar de onde tanto sentimento por Louis tinha vindo e de como conseguiu colocar num simples quadro.
— Como assim? Te dei três ou quatro quadros diferentes, Zayn! — Harry disse sorrindo.
— É, mas em nenhum deles tinha o meu rosto. — Zayn disse voltando a se aproximar do quadro e estudando-o com mais cuidado. — Isso está incrível. Acho que encontramos a sua Monalisa, Harry. — Ele complementou e Harry apenas riu da comparação desproporcional.
— Não é um trabalho, não vou expôr isso. — Harry disse ficando ao lado de Zayn, igualmente olhando o quadro. — Não é profissional, é só…
— Uma declaração de amor. — Zayn completou devido à falta de palavras do outro. — Tem gente que fala, que escreve, que canta… Você acabou de pintar uma, Harry. — O tom de voz de Zayn era sério e Harry sabia que ele estava fazendo de fato uma análise acadêmica da situação apesar do romantismo.
— Zayn, é sério, não acho bom o suficiente para uma exposição. — Na verdade, Harry achava que aquilo atravessava demais a visão de seu corpo. Era expôr seus sentimentos demais.
— Isso é uma pintura expressionista. — Zayn recomeçou. — E é quase uma obrigação que você exponha. Você demorou pra terminar isso, não demorou?
— Demorei cerca de um mês. — Harry deu de ombros, despreocupado.
— Dá pra perceber. — Zayn sorriu olhando de Harry para o quadro.
— Dá. — Malik confirmou. — No começo, as cores que usou no fundo, estão misturadas. Não dá para distinguí-las. Você estava confuso. Talvez nem tenha planejado isso, deve ter pego o pincel e quando viu, foi isso que virou. — O professor apontava para as partes do quadro enquanto falava. Harry sorriu, a sensibilidade de Zayn para praticamente adivinhar aquelas coisas era incrível. — Mas depois que você se soltou, se entregou e percebeu o que estava fazendo… — Ele apontou para o sorriso de Louis. — Foi quase igual à primeira vez que vi “Noite Estrelada”, do Van Gogh. É o mesmo céu que sempre vi, mas tudo diferente. — Ele explicou referindo-se ao fato de que já conhecia o sorriso de Louis há muitos anos, mas aquele era diferente. — É maior, mais passional. Os tons de azul, amarelo, o redemoinho de estrelas… — Ele comparava o quadro que via com a obra do pintor neerlandês Vincent Van Gogh. — Tudo nesse quadro parece ter emoção, movimento… Até as cores parecem vivas…
Malik parou de falar por um segundo enquanto que Styles nem sabia o que dizer de tudo aquilo. Jamais imaginou que pudesse ouvir uma descrição como aquela de uma obra sua que não tinha pretensão alguma de dar o tom profissional que talvez merecesse. Sua inspiração em Louis foi de fato o sentimento que estava começando a nascer nele, mesmo que ele nem soubesse que Tomlinson se sentia igual.
— Seu quadro me passa aquela mesma sensação de deitar sobre “As Ninféias”, de Monet. — Zayn continuou como se estivesse concentrado no próprio mundo. — É o calor de uma flor de Georgia O'Keeffe ao seu redor… Sentimos tudo de modo tão intenso ao olhar pra isso. É o poder e a força de uma bailarina de Degas. A paixão do “Grito” de Munch…
— Tudo bem, se você diz… — Harry olhava para Zayn como se quisesse lembrá-lo que ele ainda estava lá. — Tem certeza que esse quadro deve estar lá?
— Se eu tenho certeza? — Zayn olhou para Harry e seus olhos brilhavam. — Esse vai ser o centro da sua exposição e seu quadro mais caro.
— Zayn, pelo amor de Deus. — Harry segurou o riso incrédulo. — O Louis vai me matar.
— Vai nada, ele vai ficar orgulhoso. — Malik dizia animado. — Vai é ficar se achando que tem o “sorriso de um milhão de dólares”. — Zayn brincou e ambos riram.
Analisando a pintura daquela forma tão passional, Harry teve que admitir que Zayn talvez estivesse mesmo coberto de razão. Toda aquela energia que via em Louis e, especialmente, a forma como olhar pra ele e tê-lo em seus braços todas aquelas noites, fazia Styles sentir-se privilegiado por ter encontrado o amor naquela forma tão única, especialmente porque sabia que era completamente correspondido.
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A semana trabalhando com Yaser tinha feito Liam sentir-se um pouco mais parte do mundo corporativo. Muito dele estava sendo exigido, mas o que ele estava aprendendo, faculdade nenhuma o ensinaria. Yaser o tratava mesmo como filho e podia ver a satisfação em seu olhar em poder finalmente poder estar passando aquilo adiante para alguém, mesmo que não fosse seu filho de sangue, ele sentia-se bem que fosse alguém que ajudou a criar, porque já tinha cansado de ouvir de Zayn que ele não queria nem passar perto daquela empresa, quanto menos administrá-la.
Mas naquele dia, mesmo que não trabalhasse mais como motorista da casa há alguns dias, ele voltou a vestir seu uniforme e pegar o carro para buscar Zayn na casa de Louis, já era tarde da noite quando Malik mandou uma mensagem dizendo que não queria dirigir pois ele, Harry e Louis haviam bebido champanhe para comemorar a exposição, e ele não queria voltar pra casa dirigindo.
Estacionou o carro perto da porta da casa do médico e disse que não entraria, acenou de longe para Styles e Tomlinson e apenas abriu a porta para Zayn entrar no veículo.
— O que você está fazendo de uniforme? — Zayn perguntou rindo, alto pela bebida, mas não a ponto de estar desorientado.
— Entre no carro, Zayn. — Liam disse rindo ao ver o olhar confuso do outro pra ele. Zayn estava parado enquanto Liam segurava a porta aberta para ele entrar.
— Mas…
— Entra na p***a do carro, Zain Javadd Malik. — Liam segurou o riso enquanto apesar do outro continuar olhando pra ele pensando mesmo que estava bêbado demais e imaginando coisas.
Ambos entraram no carro e Liam deu partida, mas não seguia exatamente pra casa. Ele andou pela estrada na orla da praia de Malibu e Zayn franziu o cenho ao perceber que aquele não era exatamente o caminho de casa.
— Onde a gente tá indo, Lee? — A voz de Zayn fazia Liam ter vontade de rir ao mesmo tempo que ele achava absolutamente adorável.
Mas Payne não respondeu. Após alguns minutos, encostou o carro perto de um penhasco com uma vista incrível para a praia. Zayn olhou pra ele um pouco confuso, mas rendeu-se ao beijo que Liam roubou dele. Zayn tirou o quepe de motorista que Liam vestia e em seguida suas luvas brancas, demorou um pouco, mas ele entendeu o teatrinho que Payne havia montado.
Liam começou a tirar a camisa de Zayn e beijar seu peito, deixando-o completamente e******o. Não era coisa que Malik estava esperando do namorado, foi algo totalmente surpreendente. Liam tirou a própria roupa e a de Zayn com certa dificuldade por estarem num lugar apertado demais — eram homens de grande porte afinal de contas — e, enquanto excitava Zayn cada vez mais sussurrando coisas não muito românticas em seu ouvido, Liam percebeu que o namorado já estava duro e gemendo de forma que, se estivesse de fato consciente do que estava fazendo, ficaria provavelmente constrangido.
Liam foi para o banco de trás e Malik imediatamente sentou sobre suas coxas. Naquela luz baixa, quase inexistente, Liam mordeu os lábios olhando para a boca de Zayn, ligeiramente aberta, ele estava ofegante. Enfiou seu dedo médio entre os dentes de Zayn, tocou sua língua e o namorado, que soube perfeitamente chupar com vontade, não tirou os olhos de Liam enquanto fazia aquilo. Era de longe uma das cenas mais sexy que Payne já tinha feito e presenciado. A sensação de ter Malik chupando seus dedos era tão erótica que ele sentia quase o mesmo prazer de ter seu próprio m****o sugado.
Devagar, Payne tirou o dedo da boca do namorado e penetrou nele entre suas pernas. Zayn gemeu baixinho mordendo os lábios ao sentir-se invadido e passou a mover o quadril devagar enquanto Liam habilidosamente trocava um dedo por dois.
Ele sentia seu m****o latejando e escorrendo pré-g**o tocando na barriga de Zayn. Era como se não quisesse perder nenhuma expressão do outro, não tirava os olhos dele, toda sua atenção estava concentrada em dar prazer ao namorado. Zayn então ficou de joelhos no banco, beijou Liam cheio de paixão e tirou os dedos do namorado de dentro de si apenas para colocar o m****o duro feito uma rocha no lugar. Aos poucos, ambos foram encaixando seus quadris num movimento lento e cuidadoso que deixava Liam cada vez mais alucinado e Zayn m*l conseguia abrir os olhos, era como se não precisasse. Suas mãos passeavam por todas as partes que conseguiam alcançar no corpo do namorado, se escitava cada vez mais e, como consequência, movia-se mais rápido, cavalgando no colo de Payne fazendo o carro balançar no mesmo ritmo. Qualquer um que passasse por ali saberia que claramente alguém estava fazendo sexo ali dentro.
Liam masturbava o namorado enquanto sentia ele começando a suar, o carro estava com todos os vidros fechados e dava a ambos a impressão de estarem sufocados, mas nada daquilo era capaz de fazê-los sequer pensar em parar. Via o peito de Zayn começando a ficar úmido, ele subiu umas das mãos e apertou os m*****s dele, chupando-os em seguida enquanto Malik movia-se como uma serpente em seu colo, contorcendo-se e gemendo o nome de Liam, dizendo que iria gozar a qualquer momento.
— Goza, goza pra mim. — Liam sussurrou segurando na cintura do namorado com força, empurrando-se pra dentro dele com força, controlando os movimentos como se soubesse perfeitamente que Zayn gostava de gozar quando estava sendo exatamente fodido daquele jeito.
Malik urrou quando ouviu Liam falar daquele jeito com ele, sua voz era uma mistura de palavras de ordem com uma suavidade erótica absurda. Ele gozou sabendo que aquilo faria Liam gozar também, que ele seguraria até que Zayn estivesse pronto. Os dois gozaram juntos, rindo logo em seguida, naquele estado de êxtase quase adolescente de quem sabia que tinha feito uma loucura, de correr o risco de ser pego por alguém ou até mesmo pela polícia. Malik tentou afundar o rosto no ombro de Liam, mas ele o segurou com as duas mãos, fazendo-o olhar pra ele.
— Eu tenho uma coisa pra conversar com você. — Liam disse com a voz fraca, ofegante e ainda sustentando um sorriso de canto ao ver Zayn naquele estado, de alguém que além de ter bebido demais, ainda tinha acabado de t*****r.
— Agora, Payne? — Ele brincou fechando os olhos como se quisesse dormir.
— Agora. — Liam respondeu praticamente pegando-o nos braços e colocando-o sentando ao seu lado. — Eu te amo tanto, Zayn, que as vezes até dói.
— Por que você está falando assim comigo? — Zayn franziu o cenho surpreso com aquilo, mas Liam apenas sorriu.
— Porque eu quero explicar pra você a intensidade com que eu te amo e preciso de você. — Liam respondeu e em seguida deu um selinho demorado no outro.
— Tá. — Zayn ainda parecia confuso, mas provavelmente por causa da bebida. — O que você quer conversar?
— Quero que venha morar comigo. — Liam disse até orgulhoso de poder oferecer aquilo a Zayn, que apenas encarou-o ainda mais surpreso. — Eu estou trabalhando com seu pai agora, meu salário dá pra dividir as despesas com você, pensei que podemos alugar um apartamento no centro ou perto da UCLA… — Liam dizia cheio de planos, mas Zayn estava tão absurdamente feliz com o convite, com saber que Liam queria dar aquele passo, que ele m*l conseguia ouvir o resto. — Onde você quiser…
Zayn não sabia nem por onde começar a dizer o quanto estava orgulhoso de Liam estar conseguindo algo na vida depois de ter se esforçado tanto para conseguir.
— A noite de hoje foi um lembrete pra mim. — Payne continuou diante do silêncio do outro. Ele olhou o quepe de motorista em cima do banco do carona. — Pra eu não esquecer de onde eu vim e como cheguei até aqui… Como chegamos até aqui. Não foi fácil e quero valorizar cada momento.
— Eu vou com você pra onde você quiser, Liam James Payne. — Zayn disse voltando a sentar-se no colo do outro. — E eu estou muito orgulhoso de você.
— Significa muito que você diga isso. — Os dois voltaram aos beijos quando Liam concluiu a frase e pensou no quanto tudo aquilo finalmente estava fazendo sentido, tudo pelo que os dois passaram e pelos anos separados, a prova de que o amor continuava ali era constante. Não tinha dúvidas que Zayn Malik era o homem da sua vida.
I don't have to be anyone other
Eu não tenho que ser nada além
Than the birth of two souls in one
De o nascimento de duas almas em um só
Part of where I'm going, is knowing where I'm coming from
Parte de onde estou indo, é saber de onde venho