NARRADO POR: VICTOR "VK" O caminho de volta pro Complexo foi no puro veneno, papo de visão. O sol já tava querendo dar as caras, pintando o céu de um laranja sangrento, a cor exata do ódio que eu tava sentindo daquela bruxa da Sofia e da fissura que eu tava da filha dela. Eu subia a ladeira rasgando tudo, fazendo o pneu da BMW chorar no asfalto quente da favela. O motor da nave roncava alto, mas na minha cabeça o que ecoava, num looping desgraçado, era a risada de p*****a da Maitê e aquele "gatinho" que ela soltou com deboche. Aquilo ia custar caro, ah se ia. A doutora acha que me dobrou, mas ela só despertou o bicho. Cheguei na boca e o movimento já tava naquele ritmo frenético de troca de plantão. Vapor pra lá, radinho estalando pra cá, e os moleques tudo de prontidão. Estacionei a nav

