Capitulo 109 Sofia

2179 Palavras

NARRADO POR: SOFIA LACERDA O asfalto da Linha Amarela é áspero, sujo e c***l, exatamente como a ralé que o habita e infecta o Rio de Janeiro. Eu estava ali, ajoelhada naquele piche imundo, sentindo o calor das labaredas da BMW consumindo não apenas o metal alemão, mas cada fragmento da minha dignidade. O cheiro de borracha queimada, gasolina e pólvora impregnava o meu cabelo impecável, e o silêncio que se seguiu à partida daquelas motos era pior, muito pior do que o barulho ensurdecedor dos tiros. Eu, Sofia Lacerda, a mulher que dita as regras nos salões mais exclusivos da Barra, fui abandonada como um animal atropelado no meio do nada por marginais mascarados. Monstros que não tiveram a coragem de mostrar o rosto, escondidos atrás de látex barato de palhaço, mas que tiveram a audácia de

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