NARRADO POR: BRUNO Na moral, que parada estranha foi essa? Papo de visão, o bagulho foi sinistro. Olhei pro coroa e senti uma fita que não sei explicar, um soco seco bem no meio do peito que não teve nada a ver com o esbarrão físico. O cara me secou de um jeito que parecia que tava lendo a minha alma num processo de réu primário, tentando achar um crime que eu nem sabia que tinha cometido. O olhar dele era pesado, carregado de uma dor que não parecia de carne, era dor de alma mermo, e o choque quando eu soltei meu nome... o maluco quase foi de arrasto ali mermo no mármore caro do Ribalta. — Bruno. Satisfação — soltei, tentando manter a marra de ferro, mas por dentro eu tava era confuso com aquele clima de velório que se instalou entre a gente num vácuo de segundo. O tal Daniel Lacerd

