Capitulo 63 Maitê

2332 Palavras

NARRADO POR: MAITÊ Estacionei a BMW na porta da Vitrinni com a marra de quem é dona absoluta de cada centímetro daquele asfalto. O motor deu aquele último ronco potente, ecoando pelas paredes de vidro da boate, antes de eu silenciar a máquina. O manobrista veio babando, os olhos saltados, e eu apenas entreguei a chave sem nem olhar na cara dele, um movimento automático de quem nasceu no topo. Desci do carro sentindo o vento gelado da noite da Barra bater nas minhas costas nuas, um arrepio que subiu pela nuca e me fez sorrir. A fila estava quilométrica, uma massa de gente desesperada por um pingo de validação social, mas eu passei direto pela corda VIP. Os seguranças nem se deram ao trabalho de pedir identidade; a aura de perigo e o luxo agressivo que eu carregava abriam qualquer porta, er

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