Capitulo 67 continuação

1497 Palavras

A marrenta travou o pé no chão, me encarando com uma audácia que me deu vontade de dar um tapa naquela cara de deboche e depois morder aquele lábio inferior até ela sangrar prazer. O sangue subiu pra cabeça num vulto só, deixando minha visão turva de puro ódio e uma luxúria que só quem é cria entende. Ela soltou um riso anasalado, aquele som de quem acha que tá por cima da carne seca, e soltou o braço do meu aperto com um movimento brusco. Foi um desdém que ferveu meu sangue, me fazendo apertar o cabo da Glock na cintura só pra não perder a linha ali mermo. Ela deu um passo pra trás, se perdendo no meio do bolo de gente suada daquela boate de bacana na Barra, achando que ia se esconder de mim. — Eu não vou a lugar nenhum, Victor Hugo. E eu vou continuar dançando — ela gritou por cima da b

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