NARRADO POR: VICTOR "VK" Aos poucos, a respiração dela foi voltando pelo alto-falante do celular, aquele som de derrota deliciosa que massageia o ego de qualquer bandido. Mas a marra de elite da Maitê já tava querendo se recompor, a soberba voltando pro lugar junto com a seda preta. Ela ajeitou a camisola, escondendo a bagunça que a gente fez via satélite, e me olhou com aquele brilho de desafio que me faz querer atravessar a tela e dar uma surra de p**a pra ela aprender quem manda. — Amanhã eu começo uma nova vida, gatinho — ela sussurrou, a voz ainda rouca, recuperando o tom de autoridade de quem tem berço e dinheiro pra c*****o. — Não sei quando a gente vai se ver de novo. O seu rastro de destruição não combina com o meu futuro de doutora. Dei um riso seco, de canto de boca, sentindo

