NARRADO POR: MAITÊ Eu estacionei a BMW na garagem do prédio da Babi com as mãos ainda tremendo no volante, uma vibração que parecia vir direto da minha alma. O silêncio do carro agora me incomodava; eu ainda conseguia ouvir a voz rascante do Victor no meu ouvido, um rosnado possessivo, e sentir o rastro do leite dele queimando na minha garganta, um gosto de posse que o asfalto nunca ia conseguir apagar. Saí do carro meio zonza, ajeitando a camisa preta dele no meu corpo, sentindo o tecido grosso roçar na minha pele que ainda latejava de prazer e fúria. Subi o elevador evitando olhar para o espelho. Eu sabia que a imagem era de derrota total. Quando a porta se abriu e eu bati na porta da Babi, ela não demorou dois segundos para abrir. Ela estava de roupão, com uma taça de vinho na mão, ma

