Tóxico Mano, eu juro que tentei manter a calma, mas não tem como. A Lyandra desceu morro abaixo chorando, e eu atrás igual cachorro sem coleira. Quando a gente entrou em casa, ela já veio fungando, os olhos vermelhos. Bianca, que tava sentada na sala, pulou da cadeira na mesma hora. Bianca: o que aconteceu, minha filha? Quem fez isso contigo? Antes mesmo da Lyandra abrir a boca, eu cheguei atrás, ofegante, tentando respirar normal pra não parecer culpado. Só que aí a Bianca olhou pra mim como se tivesse visto o demônio. E pior: pegou a primeira coisa que tava perto. Uma frigideira. Eu juro que por um segundo achei que ia levar uma frigideirada na testa. Tóxico: calma aí, dona Bianca, pelo amor de Deus, não é nada disso que tá pensando não! Eu dei dois passos pra trás, e ela avançou

