Capítulo II

1084 Palavras
- Senhora seu filho não possui uma individualidade – Disse o Doutor para minha mãe, já sabia disso. – Garotos com individualidades tendem a ter um terceiro osso no mindinho – Também já sabia provavelmente isso tudo não passara de um grande dejavu. – A senhora possui alguma individualidade? Enquanto minha mãe falava eu peguei uma caneta em cima da mesa e com minhas últimas esperanças eu a segurei com força com ambas as mãos e enfie dentro da minha perna, por alguns segundos ambos ficaram em silencio, tudo estava bem porem uma grande dor surgiu, essa dor era real! Isso não deveria ser real, enquanto meus olhos enchiam de água eu olhei para minha barra de vida e ela tinha diminuído consideravelmente! Olhando novamente para minha perna eu a via sangrando e enquanto o médico removia e fazia um curativo eu chorava de uma forma violenta, talvez seja meu organismo de criança por que eu não choro mais assim. Após me acalmar e o médico me dar um pirulito, sem malicia, por favor, fui levado embora, por estar mancando fui no colo da minha mãe, você não tem ideia do quanto isso era reconfortante. Acessei as configurações do jogo, tudo que podia mudar era o som e alguns controles, praticamente inútil, não existia nenhuma opção para sair do game ou qualquer coisa parecida, realmente estava preso La. Chegando à casa minha mãe me deixou no chão e logo foi cozinhar, ela estava um pouco preocupada comigo o médico achou que minha ficha ainda não tinha caído e quando caísse eu não iria ficar bem, então ela decidiu fazer minha comida favorita. Ao abrir a porta da casa eu tentei ir para o lado de fora, porem uma barreira vermelha me barrou e não me deixava passar em hipótese alguma, olhei para cima e tinha algo escrito. [Zona inacessível] Ótimo, estou preso aqui e não posso sair de casa, tentei abrir uma janela para tentar escapar e novamente apareceu à mesma mensagem que bloqueava eu de sair, talvez seja por eu ser muito novo ou o próprio jogo está tentando me matar... Calma, tenho que planejar as coisas melhores, como ainda sou novo provavelmente vou acabar esquecendo-se de alguma coisa! Corri até meu quarto e peguei um caderno e caneta e comecei a escrever a história inteira do jogo, pelo menos as coisas que eu me lembro, admito que minha letra não está bonita, com a caneta rasguei meu colchão, do lado que ficava para a parede e guardei os cadernos dentro dele, provavelmente ficara escondido por um bom tempo. Os dias seguintes foram basicamente os mesmos, ia para a escola e voltava para casa, era literalmente impossível desviar dos códigos do jogo, sempre que tentavam fazer algo diferente as barreiras me impediam se tentava roubar uma barreira aparecia, tentava me m***r uma barreira impedia nada e possível nesse mundo, essa semana bakugou começou a distanciar de mim, fazendo bully com frequência entre outras coisas, não o culpo, quero dizer, me culpo por ter me tornado um vilão. Finalmente estou com quinze anos, sinto os hormônios a flor da pele, novamente. Quase não me lembro da vida fora do jogo, foram longos anos até eu chegar nessa idade, de acordo com a história do jogo hoje eu encontrarei o all Might, graças aos meus livros eu conheço quase tudo que acontece, na realidade eu m*l me lembro disso tudo, por Hobbie eu comecei a fazer anotações de cada individualidade e de cada coisa de cada herói que via. Na escola briguei com bakugou, uma briga um tanto quanto f**a, muito f**a, ele jogou um dos meus livros de anotações pela janela sem antes explodir ele, isso me irritou e eu comecei a falar algumas coisas com ele, acabei com um olho roxo! Ao sair pude ver o ataque de um bicho de gosma... Imagino como deve ter muita coisa errada nessa internet. Após encontrar all Might e me agarrar em sua perna, literalmente, acabei conversando com ele sobre minhas expectativas de virar um herói, era um único dialogo que o jogo me deixava falar com ele. - Uma pessoa sem individualidade nunca poderá se tornar um herói, se quer ajudar as pessoas seja um policial ou até mesmo um bombeiro. – Ele falou e logo pulou para longe. Isso estragou meu coração, senti o ódio tomando conta de todo o meu corpo, novamente tudo ficou escuro e apareceu dois botões em minha frente, olhei para cada um deles e apertei o segundo, senti o ódio que o vilão sentiu, senti seus sonhos sendo quebrados em mil pedaços. [-_-Sui--_cid-_--io] [Jurar Vingança] Levantei-me e limpei minhas lagrimas, comecei a andar até a saída do prédio que estava, pouco tempo depois de sair do prédio eu fui para o lado contrário da minha casa, queria um tempo sozinho porem a barreira apareceu novamente, eu coloquei ambas as mãos nela e a forcei, logo surgiu diferentes mensagens de ERRO, continuei a forçar até a barreira quebrar, eu cai de cara no chão e sorri, então eu estou livre para andar por esse mundo? Interessante. Essa foi a última vez que vi minha mãe, depois disso comecei a vagar por esse mundo, os primeiros dias foram extremamente difíceis, não tinha comida, não tinha abrigo, não tinha nada. Um cara, portador do All For One, me acolheu de braços abertos, isso DEFINITVAMENTE não estava na história do jogo, o vilão trabalhava sozinho. Ao chegar a seu esconderijo, tudo La dentro era escuro e sombrio, as paredes eram velhas o piso rangia, parecia até uma casa abandona... Espera, provavelmente é um clichê de esconderijos de vilões, anos mais para frente eu devo conseguir um esconderijo melhor e bem mais escondido. O próximo ano que passei provavelmente foi o mais difícil de todos, treinei e estudei sozinho com ele, aprendi tudo que podia e analisei tudo sobre cada herói, seus gostos, o que faziam, o que gostavam de fazer, família e fraquezas, tudo estava anotado em cada caderno meu. Sim, esse ano foi o mais louco, literalmente, eu fiquei insano com cada coisa que passava, meu corpo tinham algumas cicatrizes bem grandes e cortes porem eu abracei a insanidade e comecei a perceber como esse mundo e, eu vi a realidade. Esse mundo está condenado com essas individualidades, heróis ou vilões, no fim eles são as mesmas coisas, tudo são insetos e eu estou aqui para eliminar todos eles. Esse será o fim de cada pessoa com individualidade. Eu serei o exterminador.
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