Capítulo 5

2620 Palavras
Base da HYDRA, Alpes chilenos. Juliana Acordei de novo, naquela sala, naquela maldita sala médica. Mas tinha alguma coisa diferente. Eu não estava presa, estava livre da maca, sem pensar eu levantei e olhei ao redor, tinha tantos corpos, todos com uma feição de horror, sangue espalhado nas paredes e no chão. - apreciando o seu poder, névoa n***a? - aquele homem do sotaque entrou na sala, perguntando sarcasticamente. - e-eu fi-fiz isso? - perguntei entre lágrimas - mas é claro, cada um deles, foi você. Quer se recordar? - disse apontando a mão em direção a uma tv e apertando um botão que fez o vídeo rodar. " - teste 9.1, teste de regeneração, vamos começar com um simples corte. - disse o médico - não, por favor! - falei em desespero- Aaaa - gritei em seguida - regeneração ao corte superficial, extremamente rápida. - disse friamente.- teste 9.2 regeneração, corte profundo. - não! Aaaaa p-por ffa-favor... - regeneração ao corte profundo, extremamente rápida. Teste 9.3 teste com fogo. - não, não, n-AAAAAAAA - gritei em completa agonia enquanto queimavam minha pele. - regeneração a queimaduras graves, extremamente rápida. Vamos dificultar um pouco as coisas. Tragam os equipamentos. - não, não por favor não! FIQUEM LONGE DE MIM! FIQUEM- meus gritos foram cortados quando começaram a me torturar de diversas formas, com facas, fogo, alicates. Só para " testes". - isso realmente é muito fascinante, não importa quantas vezes te ferimos, de qual maneira, ou onde, sua regeneração é extremamente rápida. Nunca tivemos tanto exito assim! - FIQUEM LONGE DE MIM! - disse agora com uma voz grossa, me levantando e arrebentando todas as amarras. - NÃO SOU SUA COBAIA! - meus olhos não eram mais humanos, agora eram tão negros quando a noite, meu corpo envolvido em uma névoa n***a com minhas extremidades brilhando numa tonalidade azul. - AGORA É MINHA VEZ DE OUVIR VOCÊS GRITAREM! - comecei matando o doutor, depois cada um que chegasse perto de mim, ao todo 25 homens e mulheres. Todos mortos por mim. - GOSTO QUANDO SUAS MENTES SUPLICAM PELA SUAS VIDAS! - depois de matar todos, virei para a câmera e dei um sorriso macabro, quando veio aquele gás. E eu apaguei na maca." Olhei para a gravação, e não pude acreditar, eu matei vinte e cinco pessoas... Aquela não era eu... Eu não posso ter feito isso....Olhei para aquele homem, que tinha um sorriso de felicidade em seu rosto. - minha Névoa n***a, você é a nossa esperança, você é a nossa salvação! Só precisa de tempo para ver isso... - disse se aproximando de mim. - não ouse encostar em mim!- Disse com meus olhos ficando negros e a névoa saindo de minhas mãos. - não será necessário usar seus poderes. - finalizou a frase e colocou um pano em seu nariz e boca, fazendo um sinal para alguém liberar o gás. Acordei em meu quarto, se é que posso chamar ele assim. Dessa vez, não estava mais tão zonza, olhei em volta e percebi que tinha um prato de comida e um copo d'água. Levantei correndo e comecei a comer e beber. Mas algo estava errado, eu terminei o prato foi como se meu corpo rejeitasse a comida. Corri para o vaso, vomitando tudo que tinha comido, junto com uma gosma preta. Não faz o menor sentido, eu não como a dias! Eu deveria sentir fome, ou sede! - Não, não deveria.- uma voz saiu por trás de mim. - o-o q-que? Q-quem disse i-isso? - olhe pra trás e veja. Me virei para o espelho atrás de mim, e para minha surpresa, lá estava " ela" a "eu" de olhos negros e Névoa n***a. - c-co-como? - eu sou você, uma versão melhor de você. Estou aqui pra te ajudar. - eu enlouqueci, tenho certeza! Isso é minha mente me enganado! Você não é real! Não tem ninguém aqui comigo! - você não está louca, está poderosa. Eu posso te ajudar a sair daqui. Mas pra isso, você precisa parar de lutar. - o que? Parar de lutar? Mas como vai me tirar daqui? Toda vez que tento me defender, eles me apagam! - se você parar de lutar contra o que você é, apenas aceite. - aceitar?! Eu matei vinte e cinco pessoas! Eu sou um monstro! Você é um monstro! - você acha que é um monstro por que matou? Quer que eu te mostre a mente de cada um deles?! Eles eram os monstros! Eu te salvei! Eles iam te matar! Você está poderosa, mas tem um limite. Mas se você me aceitar e liberar o controle, sem lutar, ficará mil vezes melhor. Apenas aceite. - como eu faço isso? - diga: eu te aceito, minha Névoa n***a. - eu te aceito, minha Névoa n***a. Nesse momento a luz falhou, ouvi o espelho quebras em mil pedaços, e aquela névoa n***a vir em direção a mim, ela começou a me rodear e entrar em mim. Foi como se todo o ar daquele quarto fosse embora, mas eu mesmo assim respirasse, toda aquele poder correndo em minhas veias, como se meu corpo fosse uma perfeita capa. Senti todas as mentes da HYDRA, ouvi todos os pensamentos, mesmo assim estava no controle. Sentia a energia fluindo de mim como se toda a minha vida, todas as minhas escolhas, me levariam a isso. Era meu destino. E eu aceitei. Me sentia poderosa. Era como se a energia mais poderosa do universo entrasse em mim, e por algum motivo, eu a suportasse. Naquele momento, eu não pensei no que a hidra tinha feito, não importava, todas as torturas, os líquidos injetados em mim, nada importa. Eu estava mais forte. Eu era uma nova eu. Um eu poderoso o suficiente para explodir esse prédio todo em uma piscada. - o-o que eu sou? - você é a Névoa n***a, um ser místico tão poderoso quanto os deuses. Você é o poder em seu formato mais puro. Você é a energia do universo. Você é você. - e o que eu posso fazer? - podemos começar com luzes, pense em acender as luzes. E elas acenderão. Fiz exatamente como aquela voz em minha cabeça falou. - agora, se concentrar em ouvir as coisas ao seu redor. O que ouve? - eu- eu escuto pensamentos... Eles... Eles estão todos assustados. Estão com medo, mas não de mim. De outra coisa. Eu- eu posso ver suas lembranças, posso induzir eles... Eu posso matar eles pela mente? - sim, você pode. Assim como pode fazer qualquer coisa. Materializar qualquer coisa, se materializar para qualquer lugar. Pode matar apenas pensando. Mover as coisas. Pode fazer literalmente, o que você quiser. Sua única fraqueza, está em seus pensamentos. - minha fraqueza? Tipo minha kriptonita? - sim. - entendi. E como vamos sair daqui? - abra a porta. A porta se abriu apenas com meu pensamento, comecei a andar pelos corredores matando todos que tentavam me impedir. Eles atiravam, mas a bala passava pelo meu corpo, como se eu fosse uma nuvem. - PARE! PARE AGORA MESMO! - disse uma voz conhecida, o homem do sotaque. - por que eu deveria?! Eu sou mais forte que todos aqui! Vocês me criaram, mas eu me fiz! Já tiraram meus amigos de mim, vão fazer mais o que?! - tirar sua família. - nesse momento ele tirou as fotos de minha família de seus bolsos. - mais um passo, e eles morrem. Naquele momento, eu apenas parei. Voltei a mim. Apesar de todo meu poder, não podia machucar nenhum deles. Sem eles eu não sou nada. Cai de joelhos em frente as fotos. Olhei cada um deles, e senti meu coração apertar como nunca. Aquele homem tirou uma coleira de trás das costas, se aproximou lentamente e a colocou em meu pescoço. Era uma coleira brilhante, algum tipo de eletrônico, ele puxou um pequeno controle que tinha apenas um botão. - você vai me obedecer, se não eu aperto o botão. Estamos entendidos, Névoa n***a? - disse seriamente em meu ouvido. - o que essa merda de botão faz?! - quer saber?! Me desobedeça! Agora se levante, e volte para seu quarto! - não. - o que disse?! - eu disse que não. O homem apertou o botão fazendo a coleira acender, depois senti uma dor como nunca havia sentindo. A dor era tanta que eu não conseguia respirar, não conseguia me mover ou ao menos pensar. Apenas cai no chão frio, gritando. Ele parou de apertar o botão. E eu voltei a mim. - é isso que o botão faz. Agora se levante e vá para o quarto. Me levantei, ainda sentindo aquela dor. Guspi aquele líquido preto, que agora percebo que é meu sangue. Segui para meu " quarto" ainda com dor e "sangrando". Sentei num canto olhando tudo e percebendo o quão inútil foi eu aceitar, ou fazer qualquer coisa, eles tem a minha família, eu perdi tudo. Tudo. Meus amigos, James e agora minha família. Sargento Barnes Invadimos a base toda, e nada, reviramos tudo. E nada. Nenhuma pista. E Nick ainda não voltou. A única coisa que conseguimos foi a localização de outras trinta e seis bases. - São trinta e seis bases Steve! Não tem como invadimos todas! Provavelmente agora já sabem que estamos vivos e perdemos o elemento surpresa! - disse Natasha. - temos que arriscar! Você viu o que fizeram com aquelas mulheres, todas estavam mortas! Se tem uma mísera chance dela estar viva, nós vamos atrás dela! - retrucou Steve. - fizeram um ótimo trabalho entregando de bandeja o elemento surpresa... - Nick Fury finalmente apareceu. - O QUE ESPERAVA QUE A GENTE FIZESSE?! VOCÊ SUMIU! DEIXOU A GENTE NO BRANCO! - gritei em resposta. - EU ESTAVA BUSCANDO INFORMAÇÕES AO INVÉS DE ENTREGAR TUDO!- Nicky se defendeu. - e encontrou alguma coisa?! - Natasha perguntou - claro! Aqui estão todos os arquivos do projeto névoa. " Em 1969, quando o homem pisou na lua, não havia apenas ele lá. Havia a névoa n***a. No começo acharam que era apenas uma poeira, ou algo parecido. Mas a névoa começou a reagir. Os astronautas começaram a ficar com medo, afinal era uma vida alienígena hostil. Decidiram voltar pra terra, e abandonar a missão. Mas a névoa n***a já havia entrado em um deles, que chegou na terra já morto. Os companheiros de equipe foram para o isolamento, morrendo logo em seguida. O sangue coletado deles estava diferente, estava preto. A como se a névoa se tornasse parte deles. A hidra se apoderou das amostrar e estudou mais sobre a névoa n***a. Descobriu que o indivíduo a " carrega-la" deve ser forte como um titã ( uma das primeiras raças do universo, sendo extremamentes poderosos). Ter sangue divino. O poder da névoa n***a é inimaginável, se o ser que "carrega-la" não for forte o suficiente, o poder o consome e o mata. " - isso explica o sangue preto nas paredes da base. - disse Natasha. - Nick, você acha que ela tem o sangue divino? - perguntou Steve. - não sei... A amostra do sangue dela foi roubada da SHIELD... Não temos nenhum dado sobre ela ou os pais. Apagaram tudo. - disse Nick num tom de decepção. - como acharemos ela? - perguntei indo direto ao ponto. - a Névoa n***a é fácil de ser rastreada, o problema, é como ela se comporta. Ela é como se fosse, um parasita. Todos que já estiveram com ela no corpo, morreram em menos de um mês. Ela literalmente se alimentar de você, e se não for forte o bastante... Morre. - disse Nick firmemente. - como podemos rastrear essa Névoa n***a?! - perguntei. - pela energia. Ela é literalmente a energia do universo, ela estava aqui quando não existia nada. Quando as jóias do universo foram feitas, ela estava lá. Sempre esteve aqui. Ela é pura energia. Bruce pode rastrea-la. 10 horas depois - consegui, tem uma assinatura de energia não humana nos Alpes. Chile. - disse Bruce - então vamos! A base ficava no meio de uma cadeia de montanhas, difícil acesso. - isso te lembra alguma coisa? - perguntei ao Steve. - cala a boca, Bucky. - todos me responderam. A base parece estar mais vazia do que o normal, tinha sangue nos corredores. Fedia a morte. - bom, pelo lado positivo, não é sangue preto...- Natasha falou baixo, mas o suficiente para que todos ouvissem. Começamos a nos aprofundar na base. Mas tinha alguma coisa errada. - vocês estão ouvindo isso?! - Tony perguntou. - seria estranho se a gente não ouvisse! Alguém está sendo torturado - disse Natasha. - então vamos logo! Steve e eu seguimos para o lado leste, Natasha e cliente lado oeste, Tony e Wanda vão pro norte... - okay, parece que o Bucky da as ordens agora. - Tony falou. - VAMOS LOGO! - Steve falou. Steve e eu seguimos em direção ao gritos, que ficavam cada vez mais agonizantes. E eu tinha certeza de quem estava gritando. Andamos pelos corredores, vendo marcas de sangue pelas paredes e teto. Quando os gritos pararam. Steve e eu seguimos cada vez mais rápido. Achamos a sala de experimentos, cheia de corpos. Médicos, seguranças, todos mortos. - você acha que ela...? - Steve me perguntou - não importa, vamos. Juliana Vieram me buscar para um novo experimento, pelo menos foi o que eu entendi. Não quis lutar, apenas me entreguei. Mesmo assim, o homem do sotaque apertou o botão até que eu desmaiasse. - minha Névoa... Minha Névoa, acorde... - disse no meu ouvido. - o-on-onde eu estou? - vamos fazer um experimento, ou melhor, os parceiros das pessoas que você matou, vão fazer um experimento em você. - o-o-o que? - isso vai doer, minha Névoa Negra... Podem entrar... Várias pessoas começaram a entrar, com facas nas mãos, e aparatos para tortura. - podem começar! Divirtam-se! -falou saindo e fechando a porta, me deixando sozinha acorrentada numa mesa e um bando de maníacos vindo em minha direção. As pessoas começaram a me torturar, arrancar meus dedos, me asfixiar, esfaquear, todo tipo de tortura. Não aguentava mais meus próprios gritos, até que me lembrei do que a névoa falou. Apenas aceite. Fechei meus olhos e foquei na Névoa n***a, a trazendo pra mim. Abri meus olhos negros como a noite, senti meu dedos formigarem e dei um sorriso macabro. Entrei na cabeça de cada um dali, matei um por um. Me libertando daquela sala de tortura. Sai em direção a sala do homem de sotaque, mas infelizmente, não o vi chegando por trás de mim e apertando o botão, me fazendo cair e me contorcer de dor agonizante. - P-pa-pare! Por favor! Eu imploro! Eu irei me comportar! Não mate minha família! Por favor! - implorei enquanto ainda estava no chão, ele se aproximou de mim susurrando em meu ouvido. - ah, minha Névoa, eles já estão mortos! Não tem ninguém por você! Ninguém liga pra você... Eu poderia te matar agora mesmo, e ninguém iria sentir sua falta. Velha comigo. Assuma seu poder na HYDRA! - ela não vai a lugar nenhum! - assim que ouvi aquela voz rouca, me rendi ao cansaço de lutar, apenas, me rendi a escuridão. - Steve! Cuida dele, eu pego ela e levo pro quinjat! - disse aquela voz rouca, que estava cada vez mais próxima de mim.- ei ei, boneca, não desiste agora! Aguenta mais um pouco! - a-a-a n-nev-nevoa... - fui a última coisa que consegui dizer. Não me lembro de mais nada, apenas na rendi naqueles braços. Pude sentir aquele cheiro uma última vez, a mão dele me abraçando, sua voz... Naquele momento, eu me entreguei.
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