ISABELA NARRANDO Quando ele perguntou se eu iria dar banho nele, fiquei morrendo de vergonha, senti minhas bochechas queimarem. Não consegui formular uma palavra, ele ficou me encarando com aqueles olhos que fazem a minha pele queimar. Mas logo me recompus e falei que podia ajudá-lo. Desci novamente na cozinha e falei com Dona Alzira; ela conseguiu uma cadeira de plástico sem braço. Voltei para o quarto do Nenê com a cadeira na cabeça, morrendo de medo de que essa cadeira se quebre na hora do banho. Ele é enorme e pesado. Que essa pobre cadeirinha de pernas finas seja bem resistente. — Só me ajuda aqui a tirar o calção, o resto eu dou um jeito — ele falou, e eu concordei. Primeiro, fiquei de joelhos praticamente aos seus pés, pedi para ele se apoiar um pouco e levantar para que eu pud

