ISABELA NARRANDO Eu ainda sentia minhas pernas tremendo depois da brincadeira que meus pais tinham feito. Aquele teste de "quem será o futuro genro?" foi uma verdadeira tortura para mim. E agora, enquanto eu tentava me recompor, minha mãe, com um olhar que eu conhecia bem, virou-se para mim e disse que já sabia o que tinha acontecido entre mim e o Nenê. Minha mãe sabe que a gente transoü. Meu coração acelerou e eu não sabia onde enfiar a cara, poxa! A Tia Erika tinha que falar disso também. Meu pai, com um tom autoritário, já abriu o bocão e disse que o Nenê tem que se casar comigo. Eu senti meu rosto queimar de vergonha. Abaixei a cabeça, incapaz de encarar ninguém. Eu não queria isso. Não quero um casamento imposto, uma união forçada pela pressão dos outros. Nenê, concordou, dizendo

