ISABELA NARRANDO Sandro gritou para que eu subisse na garupa da moto; dava para sentir o desespero em sua voz. As ruas estavam agitadas, com motos subindo e descendo a todo momento, pessoas correndo em um caos. Parecia que o pavor tinha se instalado por toda a comunidade. Meu coração batia acelerado. Fechei os olhos, sentindo o vento frio batendo no meu rosto e esvoaçando meus cabelos enquanto meu primo acelerava e o ronco do motor ficava cada vez mais alto e forte pelas vielas do Morro. O rádio do Sandro chiava, mas eu consegui entender quando a voz de alguém falou que o monstro já estava na casa dele. Meu primo acelerou ainda mais, subindo. No alto do Morro, um muro enorme de pedra, que parecia mais uma fortaleza, com um portão de ferro preto da altura do muro, se abriu. Muitos home

