BETINHO NARRANDO Eu tava no Galpão, cuidando dos corre, quando o Carioca apareceu com aquele jeito de quem traz fofoca. Já saquei que vinha merda pela frente. — Fala, Carioca. — perguntei, sem desviar o foco do que eu tava fazendo. As armas tinham que chegar na Fazenda, sem erro, sem vacilo. Ele se aproximou e soltou a bomba. — Mano, geral tá comentando que a Nina e a Francine saíram na mão lá na sorveteria. Dizem que o bagulho foi feio. Na hora, o sangue subiu. Senti uma raiva me dominar, o tipo de fúria que faz a visão ficar turva. Larguei tudo ali no Galpão e saí voado pro barraco. Não dava pra deixar isso passar, não com a Nina no meio dessa confusão. Cheguei no barraco, o barulho do chuveiro me indicando onde ela tava. Passei direto e, sem pensar duas vezes, entrei no banheiro.

