ISABELA NARRANDO Quando abri os olhos, senti o vazio ao meu lado. Passei a mão pela cama, mas o lençol estava frio e amassado apenas de um lado. Leandro já tinha saído. Suspirei e fiquei encarando o teto por alguns segundos, tentando reunir energia para levantar. O silêncio da casa é quase opressor, mas não podia ficar ali deitada o dia inteiro. Levantei devagar, seguindo a rotina de sempre. Primeiro, escovei os dentes, sentindo o frescor da pasta me ajudar a acordar. Em seguida, prendi o cabelo em um coque desleixado e fui lavar o rosto, esfregando bem para tirar qualquer resquício de sono. Quando terminei, já me sentia mais desperta. Saí do quarto e olhei para o outro quarto a porta aberta. Me Aproximei, empurrando a porta devagar. Só restavam poeira e teias de aranha que se acumulav

