ISABELA NARRANDO Nenê chegou já se desculpando. Eu realmente não estava com raiva dele, apenas da situação em si, que era mais complicada do que eu esperava. Ele percebeu isso, deixei para conversar com ele em outro momento, Quando estivéssemos apenas nos dois. Depois que a gente almoçou, voltamos pra casa, eu chamei o Nenê para conversar. Ele hesitou um pouco, mas acabou vindo. Subimos e fomos para a varanda do quarto, ele acendeu um cigarro de maconha. Eu já notei que ele faz isso quando estava nervoso. O cheiro da erva encheu o ar. Eu me sentei de frente para ele, encarei seus olhos. Queria entender o que estava acontecendo, e precisava que ele me contasse a verdade. — Nenê, me diga uma coisa — comecei, tentando manter a calma, embora o meu coração estivesse acelerado. — O que real

