NENÊ NARRANDO Quando escutei o som do choro da Bela misturado com os pipocos no fundo. Na hora, meu coração parou, e depois deu um pulo tão violento que parecia que ia rasgar meu peito. O ódio subiu, tomou conta de mim, e soltei um rugido, gritando no celular: — Calma, caralhö, fica calma! Mas antes que eu pudesse falar mais alguma coisa, o telefone foi desligado na minha cara. O monstro dentro de mim acordou de vez. Passei a mão na cabeça, a visão turva de tanta raiva, e já peguei o rádio: "Todos os vapores, se arma que a guerra vai começar agora!" Não tinha mais volta, essa porr@ agora é pessoal. Peguei a primeira .50 que vi pela frente, a arma quase pesada demais pra carregar sozinho, mas na hora a adrenalina me fazia sentir como se fosse leve como uma pena. Joguei uma doze nas c

