ISABELA NARRANDO Minha mãe ao lado da cama. Ela estava tão perto de mim, com o rosto a poucos centímetros do meu, que pude ver cada detalhe de sua expressão. Ela chorava, mas não era um choro comum. Era um choro desesperado, e que parece rasgar a alma por dentro. O rosto dela estava molhado, e as lágrimas caíam sem parar. O que me deixou mais preocupada foi o som dos soluços dela, que ficavam cada vez mais altos e descontrolados. Ela tentava conter o choro, mas era impossível. Meu coração apertou, e uma sensação de desespero começou a crescer dentro de mim. Não era normal ver minha mãe daquele jeito. Levantei minha mão lentamente e toquei a dela. — Mãe... — sussurrei, com a voz fraca, quase inaudível. — Tá tudo bem? — Agora sim! Mas eu tive tanto medo de perder minha menina, tanto

