NENÊ NARRANDO Quando cheguei no Galpão, fui direto pra salinha onde tinha deixado a garota amarrada. Abri a porta e ela, me olhou com os olhos cheios de lágrimas, desesperada. Começou a implorar pra eu deixar ela ir embora, chorando e pedindo pelo Amor de Deus. — Orações e súplicas só funcionam com Deus, Garota. Eu sou o demônïo, somos de departamentos diferentes — eu falei com uma voz fria, enquanto ela tremia na cadeira. Ela me perguntou onde estava a minha mulher, se ela sabia o que eu estava fazendo. E eu só disse que aquilo não era da conta dela. Me aproximei da pütinha, peguei no cabelo dela com força arqueando sua cabeça para trás. — Qual é a parada, hein? Por que tu apareceu aqui no Rio de Janeiro? — perguntei, apertando ainda mais os fios de cabelo dela. — Fala logo a verdad

