NENÊ NARRANDO Dei mais um tranco no cara e soltei ele no chão. O sujeito cambaleou, quase foi pro chão, mas conseguiu se segurar. Meu olhar travado nele, sem piscar, deixando claro que eu não tava pra brincadeira. . — Mas pra onde eu vou? — ele perguntou, a voz tremendo. Soltei um suspiro de saco cheio e olhei pro vapor que tava encostado na moto. Dei um sinal com a cabeça. – Leva ele pra dar rolê e mostra uns barracos pra ele até ele conseguir comprar uma casa. – Virei as costas sem esperar resposta. Já tinha perdido tempo demais ali. Montei na minha moto e subi direto pra boca. Precisava botar as coisas em ordem. Passei o rádio, chamando o contador. Esse cara cuida de toda a grana, da parte burocrática. Quando ele apareceu, já mandei a real: – Cuida de tudo. Vê o pagamento e a do

